sábado, 8 de novembro de 2014

Ultramaratonas: Traçando metas e buscando formas para alcançá-las!

Ao traçar uma meta, o próximo passo a ser dado seria construir estratégias, ferramentas para que a caminhada pra tal meta seja alcançada. Quanto maior o objetivo, maior será a entrega para consegui-lo. Após anos escolhendo a Brazil 135 Ultramarathon, como prova principal a ser percorrida em nosso calendário, ganhamos um novo desafio a ser alcançado. O que antes era 217 km de muitas dificuldades e sofrimento, a prova teve um “UP GRADE” para edição de 2015, incluindo 64 km a mais, terminando em Campos do Jordão ao invés de Paraisópolis. O treinamento também ganha uma atenção maior, aumentando um pouco mais o volume, acrescentando alguns quilômetros a mais durante as semanas. Dentro de uma rotina maluca, com tarefas profissionais e pessoais, trabalhando em dois empregos, atuando em alguns ministérios e cuidando da família, arrumar tempo para treinar para 281 km tem se tornado uma grande incógnita. O tempo livre tem sido tão raro, que não consegui relatar muitas provas que aconteceram nas últimas semanas, como a Bertioga-Maresias, realizada em outubro e vencida mais uma vez por Vanderley Pereira, tri-campeão da prova, superando o grande ultramaratonista Eduardo Calixto. Também não citei a Mizuno Uphill Marathon, em Santa Catarina, uma maratona de muitas subidas, dificílima, vencida por Roberto Tadao, onde Cleber Isbin, atleta de Jardinópolis, que vem migrando para as ultramaratonas, chegou em terceiro lugar. Nem mesmo citei a prova que participei no fim de outubro, as 50 Milhas de Morungaba, realizada pela Ultra Runner Eventos, em que cheguei na terceira posição, após meses afastado das corridas. Nessa mesma prova, meu irmão Pedro Luiz e os amigos Dicler Agostinetti, José Antonio Parreira, Gecier Gomes e Wanderley Sena também estiveram presentes, encarando os 80 km, de muitos morros, em estradas e trilhas. Desses citados, somente meu irmão Pedro Luiz não completou a prova, devido a dores intensas no tornozelo direito. Vale destacar que Pedro também vai encarar os 281 km da “nova BR 135+”, assim como Gecier Gomes, tendo usado os 80 km como treinamento para a prova em Janeiro. Na verdade, quando nos determinamos em alcançar um objetivo, arrumamos tempo para correr atrás dele, mesmo que for de madrugada. Sei que existem prioridades a frente dessa corrida, como minha caminhada com Deus, minha família, meus compromissos profissionais e alguns pessoais, mas certamente acharei tempo para treinar para a desafiadora BR 135+, assim como arrumei tempo para relatar num texto só essas três provas realizadas em outubro. Boa preparação a todos!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Short e Half Mission Serra Fina: 80 km de muita luta!

Em grande crescente com o passar dos anos, a antes “desconhecida” ultramaratona vem crescendo significativamente, tanto em número de praticantes, quanto em número de provas. Esse fim de semana, nos dias 09 e 10 de Agosto, acontece uma prova relativamente nova, considerada por aqueles que já correram como uma das mais duras provas do território nacional , A Short e Half Mission Serra Fina. Considerada assustadora, não pela distância, onde teremos provas de 40 e 80 km, relativamente curta para aqueles acostumados a enfrentar provas superiores a 200 km. O principal ingrediente da” La Mission,” é a altimetria, com terríveis subidas e descidas, e o terreno acidentado, numa superfície rústica, repleta de pedras, galhos, buracos, etc. A prova será realizada na Serra na Mantiqueira, na cidade de Passa Quatro, Minas Gerais, numa trilha de tirar o sono. Quem já participou da prova, dentre tantas coisas que revelam, frisam em sua maioria, a extrema dificuldade nas descidas, pela inclinação acentuadíssima, dentre muitas pedras, buracos e galhos, tendo que descer “segurando” durante todo tempo. Dentre vários atletas que participarão da prova, destaco meu irmão Pedro Luiz Cianfarani, com seus companheiros de treino, Parreira, Leleo, Vagner, Marcos (não sei ao certo se Dicler Agostinetti estará na prova), entre outros. Já os atletas de Ribeirão Preto, estarão Léo Guerra, Lucas Hasimoto e Filipe Oliveira. Mesmo com muita vontade de estar presente no evento, resta-me ficar na torcida, Orando a Deus, que leve a todos, acima de tudo com segurança, cruzando a linha de chegada com suas integridades físicas preservadas, durante as 23 horas, dadas pela organização da prova, como limite para a conclusão dos 80 km. Boa sorte a todos, certamente bravura e força de vontade não faltarão em mais este desafio, em que levarão seus corpos ao extremo!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Relato de um guerreiro nos 235 km da Ultra dos Anjos - Por Dicler Agostinetti

A união faz a força e a diferença. Sem a equipe de apoio é muito mais difícil. Quando esta equipe é formada por amigos, fica realmente mais fácil.  Começa assim o meu relato: Um empurra, um puxa e um acompanha. Todos com o mesmo objetivo, me levar para a chegada, o que aconteceu 47 horas e 43 minutos após sair de Passa Quatro, com o Pedro do lado, muita concentração e soro oral o tempo todo. A temperatura foi agradável de dia e bastante fria a noite. Calor, pouco, no segundo dia. Mantive-me hidratado e consegui comer  todo o tempo. Na verdade, pareciam mãe: já tomou soro? já comeu? vem comer! De Passa Quatro pra Itamonte e Alagoa, trechos de subida e descida, onde o Parreira alternou com o Shinpei, até Aiuruoca, quando Pedro e eu subimos a serra do Papagaio, sem carro de apoio. Um trecho de aproximadamente 40 km muito difícil. Iniciamos a meia noite para Baependi, passando pela Cachoeira dos Garcias. UM lugar muito acolhedor, sem energia elétrica, onde comemos uma sopa quente e deliciosa que nos deu força para continuar a jornada. Lá, tive meus pés destruídos pelas pedras em ponta, alternando com trechos  praticamente sem estrada e descidas extremamente escorregadias. Vários tombos, até mesmo parados. Não tive sono, na verdade, não dava para ter. Chegamos então ao Espraiado do Gamarra e lá comemos um delicioso pão com zoião (dois). Seguimos para Caxambu e bateu um sono terrível. Deitei no colchonete na beira da estrada, numa relva "da hora". Iria dormir  20 minutos. Acordei com 12 minutos e..."vambora". Acabou sendo os únicos minutos que dormi. De lá para São Lourenço. Neste trecho, já no final da tarde, Shinpei achou um boteco com um  pão  com pernil que até hoje dá água na boca. Me arrependi de não ter comido o segundo. Eu até tava com sono nesta hora, mas acordei com esta delicia. Chegamos em São Lourenço a noite e nos disseram que faltava SÓ 55 km. O Parreirinha fez esta parte noturna, que me ajudou muito, pois estava de novo com sono, cansado e tendo delírios. Devo ter xingado ele pra "caramba", mas não me lembro disso....Passado este trecho, o Pedro voltou a vir comigo e me puxou  na última subida e descida, até Passa Quatro. Já não via mais nada. Só escutava: vamos, tá acabando, falta pouco. E acabou. Nós quatro passamos juntos, como deveria ser. Todos ultraloucos, todos ultra amigos. foi de fato muito emocionante. Missão cumprida para mim, que cheguei e para eles que me fizeram chegar. Um ultra beijo para as nossas ultra Anjos que em nenhum momento saíram de nossos corações. Aos nossos amigos pelas vibrações. Ao criador da exuberante natureza por onde passamos....Muito obrigado

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Um Ultralouco nos 235 km da Ultramaratona dos Anjos

Nos últimos anos, nossa equipe de corrida "Ultraloucos" vem enfrentando diversas provas pelo Brasil, buscando aventuras que levem nossos corpos ao extremo, sempre com prudência, mas acima de tudo, objetivando completar os desafios no melhor tempo possível. Nos dias 20, 21 e 22 de Junho, seremos representados por Dicler Agostinetti, que correrá, com seu sorriso benevolente, a Ultramaratona dos Anjos organizada pela Ultra Runner Eventos. Nenhum corredor de nosso grupo havia antes encarado essa prova, de 235 km, em intermináveis subidas e descidas, mais um grande teste para o experiente corredor Dicler Agostinetti. Ele será auxiliado por Pedro Luiz Cianfarani (meu irmão), José Antonio Parreira e Shimpei que terão a missão de dar todo suporte ao atleta, durante todo o trajeto, correndo junto em alguns trechos, incentivando e acima de tudo, sendo "parceiros". Na Brazil 135 desse ano, Dicler ajudou José Antonio Parreira a concluir pela primeira vez a prova e agora, a parceira inverteu as funções. Tenho certeza que será uma grande batalha e que Dicler vai mostrar mais uma vez sua bravura. Que Deus te abençoe em cada passada, meu amigo... e que mais uma vez, a amizade de vocês faça a diferença em mais este desafio!

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Key 100 - Flórida

Confira o relato da grande ultramaratonista Regina Gastaldo, que enfrentou os 80 km (50 milhas) da Key 100, ultramaratona realizada na Flórida, no dia 16 de maio de 2014.

Key100 (50 milhas)

Sexta feira, dia 16 maio por volta das 15:00h Eu e minha equipe de apoio (Natália e Luiz F.)  seguimos em direção a Marathon e nos instalamos em um hotel que ficava a beira da rodovia e em seguida fomos a procura do local que iria ser a largada, Marathon Garden Club. Estávamos procurando por algum lugar amplo , mas na verdade o local também ficava na beira da rodovia mais parecido com uma floricultura, com um salão que talvez fosse usado para algum curso de jardinagem ou algo parecido. Tudo resolvido, fomos jantar em um restaurante de um hotel 2 milhas a frente. Lugar lindíssimo e de excelente comida. Fomos dormir cedo. Acordamos, tomamos café, ao estilo americano, ou seja nada daquilo que costumo comer habitualmente no Brasil, antes de qualquer corrida longa, mas não me preocupei com isso, afinal eram 80Km no terreno plano da Florida. Eu sabia que iria enfrentar um enorme calor, pois o dia amanheceu sem nenhuma nuvens, ao contrario do dia anterior, que estava nublado com chuva e uma temperatura amena. 
Chegamos a Maraton Garden Club por volta das 8:00h, para a retirada do kit e palestra de instruções da corrida. A largada foi pontual e feita em ondas a cada cinco minutos. Eu sai na segunda onda. A corrida começava por uma calçada, cruzando então a rodovia para que seguíssemos faceando o tráfego, ora pelo acostamento, ora pelas calçadas. Neste local tinha um policial que parava o trânsito para que pudéssemos atravessar com segurança. 
Durante toda a corrida tinham pontos certos em que o carro de apoio podia estacionar e estes tinham que estar identificados com o numero de cada atleta. Logo no primeiro ponto eu já estava ensopada de suor. Em seguida cruzei a mais longa ponte da corrida (7milhas), rodeada de uma paisagem lindíssima. O mar com a água super transparente e com uma brisa agradável por todos os lados, o que me animou bastante. A cada ponto de parada eu tomava uma garrafa de água com gás “San Pellegrino” bem gelada e levava uma outra sem gás para o próximo trecho, o que me ajudava bastante. Na verdade nunca tomei tanta água como nesta corrida, Nunca comi tão pouco também. Comia a cada tanto meia banana. Em algum ponto a Natália me ofereceu um lanche de atum que eu consegui comer somente um pedaço.
Passadas umas 3h comecei a ficar toda dolorida e pedi um Dorflex para tomar. Meus filhos me deram a muito contra gosto, dizendo que eu não devia tomar. A dor melhorou bastante, só que com umas 8h de corrida ele voltou e eu só tinha duas opções: tomar outro comprimido e continuar a prova que não faltava muito ou realmente desistir. Na verdade eu me sentia bem de maneira geral. Fiquei pensando: Será que eu estava tão fora de forma? Na verdade eu não havia treinado suficiente. O meu treino maior não passou de uns 26Km  por falta de tempo e também por conta de uma unha encravada que me tirou da corrida por um bom tempo. Eu contava especialmente com o fato de acreditar que o nosso corpo tem memória também para corridas, então logo não podia ser este o motivo para tanta dor. Conclui então que como o pi so aqui é basicamente concreto, e eu não tinha costume de correr neste piso, isto estava fazendo toda a diferença para mim. Na verdade todos os outros que faziam as 50 milhas que estavam próximos a mim , me pareceu que se encontravam na mesma situação. Consegui convencer minha equipe de apoio e tomei mais um comprimido.
Quando deu 7:30h coloquei meu colete refletor, uma lanterna de cabeça e outra pendurada no pescoço virada para traz na posição piscaste, pois meu colete não tinha luzes piscastes na parte de traz que era obrigatório e segui em frente. 
Todo o trajeto é praticamente plano, subida levíssima somente nas pontes. Os lugares super agradáveis de correr são as pontes, além do visual, conta-se com uma agradável brisa. As outras partes já são mais cansativas, talvez por não ter uma vista tão bonita e sem a tal brisa. Key West é uma cidade simpática e próximo a chegada tem um bonito calçadão estilo Montevidéu. Todo tempo você corre embaixo do sol, não tem nenhuma sombrinha e a tarde ele está bem à sua frente. Pode-se comprar gelo, algo para comer e beber por todo o caminho.
Minha equipe de apoio resistiu bravamente, ganhando algumas queimaduras de sol.
No dia seguinte fomos até o local da premiação e encontramos o Mario Lacerda, sempre em todos os caminhos.
Em cada corrida aprendo mais uma coisa. Nesta foi: o piso faz toda a diferença, só concreto não é fácil não, mesmo no plano.
Regina Gastaldo

quarta-feira, 14 de maio de 2014

50 Milhas Campinas - 4ª Edição

Com algumas mudanças em relação a anos anteriores, foi realizada no dia 03 de Maio, a 4ª edição das 50 milhas de Campinas (prova que tanto gosto). Antes a largada e chegada era na loja Decathlon, localizada na Rodovia Dom Pedro, mas neste ano, foi direcionado a outro local, no Bar do Vicentão, próximo a cidade de Morungaba. O trajeto dos 80 km era quase o mesmo em relação aos anos anteriores, mudando alguns trechos e a ordem das estradas. O grande vencedor foi Eduardo Calixto, cruzando a linha de chegada com o tempo de 07 horas e 26 minutos, Seguido por Francisco Carlos com 07 horas e 39 minutos, ocupando a segunda colocação. O terceiro foi Oraldo Romualdo, que acabou largando 15 minutos depois, devido a um atraso. Oraldo estava usando a prova como treino para uma Ultramaratona que vai realizar nos próximos dias em Portugal, se preservando durante toda prova, cravando o tempo de 08 horas e 17 minutos, trazendo com ele o quarto colocado, Gilmar Jesus, que fez 11 segundo a mais que Oraldo, após correrem boa parte da prova juntos. Fechando o Pódium, Roberto Tadao chegou em quinto lugar, com o tempo de 08 horas e 18 minutos. No feminino, a vencedora foi Maria Elizabeth Miranda, com o tempo de 11 horas e 18 minutos. Entre os Ultra Loucos, Pedro Luiz Cianfarani, Gecier Gomes e Dicler Agostinetti encararam o desafio, correndo sem carro de apoio, com suas mochilas nas costas, enfrentando o percurso dificílimo, demonstrando serem "casca grossa", batalhando até o fim. Pedro Luiz e Gecier Gomes correram juntos, cruzando a linha de chegada após 10 horas e 23 minutos. Já Dicler Agostinetti, com seu sorriso benevolente o tempo todo, fechou os 80 km com o tempo de 11 horas e 45 minutos. Parabéns a todos, por mais esse desafio... que Deus continue abençoando a vida de vocês a cada dia. Nos encontramos no próximo desafio!

sexta-feira, 21 de março de 2014

24 horas na Praia Grande e 50 km em Paranapiacaba - É o que temos para este fim de semana

O que temos para esse fim de semana
Novidade no calendário da UltraRunner Eventos, nesse fim de semana, a Praia Grande recebe sua primeira prova de 24 horas, que será realizada na já conhecida pista de atletismo do Polo Esportivo Leopoldo Estácio Vanderlinde, no bairro Tude Bastos, bem em frente a rodoviária municipal. Juntamente com a prova de 24 horas, teremos também a mais as categorias 12 e 6 horas, que certamente deixa a pista mais cheia e mais rápida. Pedro Luiz Cianfarani, Dicler Agostinetti e Leleo Esteves estarão nas 12 horas, destacando a estréia do terceiro citado, que fará sua primeira prova de 12 horas. José Antonio Parreira também participaria das 12 horas, mas uma lesão na última semana o tirou da competição. 

Montanhas também estão no cardápio

Para quem não gosta de provas em pista de atletismo, mas quer levar seu corpo ao extremo, teremos uma boa opção também nesse fim de semana, em Paranapiacaba, uma prova de montanha de 50 km, duríssima, que promete agitar a galera que lá estarão. Shimpey Sunaga estará presente na prova, mostrando que gosta de uma corrida rústica, com muitas dificuldades. Outro que estará presente será Gecier Gomes, que após realizar a Brazil 135 em Janeiro, vem com todo gás para enfrentar as muitas subidas da corrida. Boa sorte a todos que estarão se aventurando, tanto nas trilhas de Paranapiacaba, quanto na pista de atletismo da Praia Grande... que Deus abençoe todos vocês!