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| Largada |
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| Calor |
calma.
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| Missão Cumprida |
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| Largada |
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| Calor |
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| Missão Cumprida |
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| Osires e Jandosa |
Quando começamos a planejar nossa prova, queríamos criar um circuito rápido, corrível e que proporcionasse um grande volume de voltas aos atletas. Procuramos então desenhar um percurso com pouquíssima altimetria. Nos 6,7 km do circuito tínhamos pouco mais de 70 metros de ganho acumulado, deixando o trajeto extremamente plano para os padrões de trilha e ultramaratona.
O resultado foi fantástico.
Contamos com quase 170 atletas inscritos e, naquele momento, alcançamos o recorde de inscritos em uma Backyard Ultra no Brasil. Poucos dias depois outra prova acabou superando nossa marca, mas tivemos a felicidade de ficar por alguns dias com esse recorde histórico.
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| Fernando 600m |
Conseguimos reunir muitos nomes fortes das ultramaratonas, além da presença marcante da família Ultraloucos. Inclusive criei um desafio especial para os integrantes do grupo: um troféu simbólico para o Ultralouco que conseguisse rodar mais voltas.
E o vencedor desse desafio interno foi o Fernando Gomes, mais conhecido como “600 Metros”.
Ele completou 12 voltas, permanecendo 12 horas seguidas na prova, alcançando aproximadamente 80 km percorridos. Uma grande atuação.
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| Última volta |
Este livro nasceu da estrada, do asfalto quente, das trilhas técnicas, das noites em claro, do silêncio da madrugada e das conversas internas que só quem corre muito longe conhece.
Ao longo das páginas, compartilho minha trajetória dentro das ultramaratonas — desde os primeiros desafios até algumas das provas mais duras e emblemáticas do Brasil e do mundo. Mais do que resultados, este é um livro sobre processo, aprendizado, persistência e sobre respeitar o próprio corpo para continuar em movimento por muitos anos.
Não é um manual técnico. É um relato real, vivido, com erros, acertos, dúvidas, medos e momentos de pura emoção. Um livro para quem corre, para quem já correu, para quem pensa em correr… e também para quem simplesmente gosta de boas histórias de superação e autoconhecimento.
Se você acredita que o verdadeiro desafio não é apenas chegar mais rápido, mas continuar chegando, este livro é pra você.
📍 Onde
encontrar o livro
O livro está disponível em diferentes formatos, para facilitar o acesso de todos:
📘 Livro físico
– Diretamente no site
da Editora Scortecci
– Com parceiros da editora
📱 E-book (formato digital)
– Amazon (Kindle)
– Google Play Livros
📦 Diretamente comigo
Quem preferir, também
pode adquirir o livro entrando em contato diretamente comigo pelas minhas redes
sociais.
💬 Espero que esta leitura inspire você a seguir em frente, respeitando seus limites, mas sem deixar de sonhar alto.
A Brazil 135 Ultramarathon 2026 aconteceu logo no início do ano, praticamente na primeira semana de janeiro. Congresso Técnico no dia 7 e largada no dia 8, às oito horas da manhã. Começar o ano assim, na estrada, já diz muito sobre o que essa prova representa para mim.
O formato da prova foi o mesmo do
ano anterior. Apesar de manter o nome “135”, a competição passou
definitivamente a ter 150 milhas,
totalizando 240 quilômetros,
percorrendo o Caminho da Fé em um formato de ida e volta.
Existem diversos PCs ao longo do percurso, mas o ponto
mais interessante do formato são os chamados pontos de decisão PD—
localizados em:
• Inconfidentes (55 milhas / ~88 km)
• Tocos do Mogi (80 milhas / ~128 km)
• Estiva (100 milhas / ~160 km)
• Paraisópolis (120 milhas / ~192 km)
Esses pontos permitem ao atleta solo encerrar sua prova nessas
distâncias.
👉 Importante: essa opção vale somente para o solo.
Duplas, trios e quartetos não têm pontos de decisão — para
equipes, a prova é obrigatoriamente as 150
milhas / 240 km.
Após Paraisópolis, segue-se até Luminosa (135 milhas / ~217 km),
ponto de retorno, e então volta-se pelo mesmo caminho até Paraisópolis,
completando as 150 milhas.
O quarteto e o espírito da prova
Em 2026, participei da Brazil 135
Ultramarathon em quarteto.
Inicialmente, a ideia era correr em dupla
com a minha esposa, Claudia, mas
devido ao trabalho e à falta de tempo para treinar, ela achou melhor não
participar — decisão madura e respeitada.
Foi então que recebi o convite
para integrar um quarteto formado só por amigos:
• João Morelli
• Vinícius
• Latansa
Todos amigos de longa data, o que
já deixava claro que essa não seria apenas mais uma competição. O quarteto
ainda contou com um apoio fundamental, com o Demétrius, o João Augusto e o Breno, formando uma equipe afinada e
experiente.
Congresso Técnico e um momento especial
No dia 07/01, durante o Congresso Técnico, veio a primeira grande
surpresa: fui homenageado como
All Star
da Brazil 135, título concedido aos atletas com mais de 10 participações/conclusões na prova.
Além do reconhecimento, pudemos
escolher um número para nos acompanhar
até o fim das nossas participações na Brazil 135. Escolhi o 51, o mesmo número que usei na Barkley Marathon, criando uma conexão
muito especial entre duas provas que marcaram minha trajetória.
A largada e a estratégia
Acordamos cedo no dia 8, tomamos
um café da manhã reforçado e seguimos para a largada. Estávamos com dois carros de apoio, estratégia
pensada principalmente para o período noturno, permitindo paradas maiores e
melhor descanso.
• Em um carro: Vinícius e Latansa
• No outro: eu e João Morelli
O Morelli, como estrategista do
grupo, montou uma planilha com possíveis objetivos de tempo: 28h, 30h ou 32h, permitindo ajustes
conforme a prova evoluísse.
Às oito da manhã, a largada foi
dada. Começamos com uma estratégia agressiva, revezando trechos curtos de
aproximadamente 2 km, buscando uma prova rápida. Tudo fluía conforme o
planejado.
O clima era de diversão e amizade. Sem preocupação com
colocação, curtíamos cada detalhe do Caminho da Fé: a paisagem, as fazendas, as
igrejas, a vegetação. Um percurso mágico, único.
As serras e o ajuste fino
Até a metade da prova, seguimos
bem dentro da projeção das 28 horas,
com alguma folga. Mas quando começaram as grandes serras, ficou claro que
manter esse ritmo seria difícil.
Foi aí que percebemos algo
interessante:
• Vinícius e Latansa rendiam muito bem nas descidas
• Eu e o Morelli rendíamos melhor nas subidas
Virou até brincadeira: coincidência ou não, quase todas as subidas ficavam para mim e para o Morelli.
Com o tempo, a equipe ficou
totalmente sincronizada nesse formato.
Quando entramos no trecho final
da prova, percebemos que havíamos saído da projeção das 28 horas e entrado na
faixa das 32 horas. Foi então que
resolvemos arriscar.
Mudamos completamente a
estratégia:
• Latansa passou a fazer praticamente só as descidas
• Nós três ficamos responsáveis pelas
subidas e trechos planos
• Diminuímos ainda mais os trechos de
cada atleta
Na volta de Luminosa, adotamos uma estratégia ainda mais ousada, com trechos
curtíssimos, empurrando o ritmo até o final.
A chegada e o significado
Chegamos muito próximos dos dois
primeiros colocados solo, o que nos deixou ainda mais satisfeitos. Foi uma
prova que começou sem compromisso e terminou com um resultado expressivo.
Missão cumprida.
Prova realizada.
Um agradecimento mais do que
especial à nossa equipe de apoio,
nossos verdadeiros anjos da guarda durante
toda a prova: Demétrius, João Augusto e
Breno. Sempre presentes, atentos e incansáveis, cuidaram de cada detalhe —
da hidratação aos suplementos, do apoio logístico ao incentivo nas horas
certas. Sem esse suporte constante, essa prova simplesmente não seria possível.
Muito obrigado por estarem conosco do início ao fim, fazendo toda a diferença
na
Obrigado a todos pelo apoio,
pelas mensagens, pela torcida.
Seguimos em frente, fazendo os passos que contam histórias.