sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Passos que Contam Histórias - Um livro sobre resistência, escolhas e paixão pelas ultramaratonas

Este livro nasceu da estrada, do asfalto quente, das trilhas técnicas, das noites em claro, do silêncio da madrugada e das conversas internas que só quem corre muito longe conhece.

 Ao longo das páginas, compartilho minha trajetória dentro das ultramaratonas — desde os primeiros desafios até algumas das provas mais duras e emblemáticas do Brasil e do mundo. Mais do que resultados, este é um livro sobre processo, aprendizado, persistência e sobre respeitar o próprio corpo para continuar em movimento por muitos anos.

 Não é um manual técnico. É um relato real, vivido, com erros, acertos, dúvidas, medos e momentos de pura emoção. Um livro para quem corre, para quem já correu, para quem pensa em correr… e também para quem simplesmente gosta de boas histórias de superação e autoconhecimento.

 Se você acredita que o verdadeiro desafio não é apenas chegar mais rápido, mas continuar chegando, este livro é pra você.

   

📍 Onde encontrar o livro

  O livro está disponível em diferentes formatos, para facilitar o acesso de todos:

 📘 Livro físico

– Diretamente no site da Editora Scortecci

– Com parceiros da editora 

📱 E-book (formato digital)

– Amazon (Kindle)

– Google Play Livros 

📦 Diretamente comigo

Quem preferir, também pode adquirir o livro entrando em contato diretamente comigo pelas minhas redes sociais.

   💬 Espero que esta leitura inspire você a seguir em frente, respeitando seus limites, mas sem deixar de sonhar alto.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Brazil 135 Ultramarathon 2026 – Amizade, Estratégia e Mais Uma História na Estrada

 

A Brazil 135 Ultramarathon 2026 aconteceu logo no início do ano, praticamente na primeira semana de janeiro. Congresso Técnico no dia 7 e largada no dia 8, às oito horas da manhã. Começar o ano assim, na estrada, já diz muito sobre o que essa prova representa para mim.

O formato da prova foi o mesmo do ano anterior. Apesar de manter o nome “135”, a competição passou definitivamente a ter 150 milhas, totalizando 240 quilômetros, percorrendo o Caminho da Fé em um formato de ida e volta.

Existem diversos PCs ao longo do percurso, mas o ponto mais interessante do formato são os chamados pontos de decisão PD— localizados em:

                             Inconfidentes (55 milhas / ~88 km)

                             Tocos do Mogi (80 milhas / ~128 km)

                             Estiva (100 milhas / ~160 km)

                             Paraisópolis (120 milhas / ~192 km)

Esses pontos permitem ao atleta solo encerrar sua prova nessas distâncias.

👉 Importante: essa opção vale somente para o solo.

Duplas, trios e quartetos não têm pontos de decisão — para equipes, a prova é obrigatoriamente as 150 milhas / 240 km.

Após Paraisópolis, segue-se até Luminosa (135 milhas / ~217 km), ponto de retorno, e então volta-se pelo mesmo caminho até Paraisópolis, completando as 150 milhas.

O quarteto e o espírito da prova

Em 2026, participei da Brazil 135 Ultramarathon em quarteto. Inicialmente, a ideia era correr em dupla com a minha esposa, Claudia, mas devido ao trabalho e à falta de tempo para treinar, ela achou melhor não participar — decisão madura e respeitada.

Foi então que recebi o convite para integrar um quarteto formado só por amigos:

                             João Morelli

                             Vinícius

                             Latansa

Todos amigos de longa data, o que já deixava claro que essa não seria apenas mais uma competição. O quarteto ainda contou com um apoio fundamental, com o Demétrius, o João Augusto e o Breno, formando uma equipe afinada e experiente.

Congresso Técnico e um momento especial

No dia 07/01, durante o Congresso Técnico, veio a primeira grande surpresa: fui homenageado como
All Star da Brazil 135, título concedido aos atletas com mais de 10 participações/conclusões na prova.

Além do reconhecimento, pudemos escolher um número para nos acompanhar até o fim das nossas participações na Brazil 135. Escolhi o 51, o mesmo número que usei na Barkley Marathon, criando uma conexão muito especial entre duas provas que marcaram minha trajetória.

 Na nossa equipe, dois atletas receberam o título: eu e o Latansa. Além do número, ganhamos uma medalha especial e um agasalho personalizado da prova. Um momento de celebração, reconhecimento e muita emoção.

A largada e a estratégia

Acordamos cedo no dia 8, tomamos um café da manhã reforçado e seguimos para a largada. Estávamos com dois carros de apoio, estratégia pensada principalmente para o período noturno, permitindo paradas maiores e melhor descanso.

                             Em um carro: Vinícius e Latansa

                             No outro: eu e João Morelli

O Morelli, como estrategista do grupo, montou uma planilha com possíveis objetivos de tempo: 28h, 30h ou 32h, permitindo ajustes conforme a prova evoluísse.

Às oito da manhã, a largada foi dada. Começamos com uma estratégia agressiva, revezando trechos curtos de aproximadamente 2 km, buscando uma prova rápida. Tudo fluía conforme o planejado.


Tivemos um pequeno contratempo próximo a Andradas, quando um dos pneus do carro de apoio furou, obrigando os quatro atletas a seguirem por um trecho sem suporte. Nada que abalasse o grupo.

O clima era de diversão e amizade. Sem preocupação com colocação, curtíamos cada detalhe do Caminho da Fé: a paisagem, as fazendas, as igrejas, a vegetação. Um percurso mágico, único.

As serras e o ajuste fino

Até a metade da prova, seguimos bem dentro da projeção das 28 horas, com alguma folga. Mas quando começaram as grandes serras, ficou claro que manter esse ritmo seria difícil.

Foi aí que percebemos algo interessante:

                             Vinícius e Latansa rendiam muito bem nas descidas

                             Eu e o Morelli rendíamos melhor nas subidas

Virou até brincadeira: coincidência ou não, quase todas as subidas ficavam para mim e para o Morelli.


Enfrentamos juntos o Pantano, a Serra do Caçador, o trecho de Consolação a Paraisópolis e a subida do Cantagalo.

Com o tempo, a equipe ficou totalmente sincronizada nesse formato.

Quando entramos no trecho final da prova, percebemos que havíamos saído da projeção das 28 horas e entrado na faixa das 32 horas. Foi então que resolvemos arriscar.

Mudamos completamente a estratégia:

                             Latansa passou a fazer praticamente só as descidas

                             Nós três ficamos responsáveis pelas subidas e trechos planos

                             Diminuímos ainda mais os trechos de cada atleta

 A estratégia funcionou perfeitamente. Latansa fez descidas muito fortes, enquanto mantínhamos a rodagem constante para sustentá-lo.

Na volta de Luminosa, adotamos uma estratégia ainda mais ousada, com trechos curtíssimos, empurrando o ritmo até o final.

A chegada e o significado

Concluímos a prova em 29 horas e 42 minutos, conquistando o 4º lugar no quarteto. Vale destacar que, em 2026, os quartetos estavam extremamente fortes e competitivos. Mesmo com um excelente tempo, o pódio ficou muito disputado.

Chegamos muito próximos dos dois primeiros colocados solo, o que nos deixou ainda mais satisfeitos. Foi uma prova que começou sem compromisso e terminou com um resultado expressivo.


Missão cumprida.

Prova realizada.

Foi a minha 14ª participação na Brazil 135 Ultramarathon, consolidando ainda mais minha história como veterano dessa prova tão especial. Saio feliz, realizado, e com um desejo ainda vivo: correr essa
prova em dupla com a minha amada Claudia
.

Um agradecimento mais do que especial à nossa equipe de apoio, nossos verdadeiros anjos da guarda durante toda a prova: Demétrius, João Augusto e Breno. Sempre presentes, atentos e incansáveis, cuidaram de cada detalhe — da hidratação aos suplementos, do apoio logístico ao incentivo nas horas certas. Sem esse suporte constante, essa prova simplesmente não seria possível. Muito obrigado por estarem conosco do início ao fim, fazendo toda a diferença na

Obrigado a todos pelo apoio, pelas mensagens, pela torcida.

Seguimos em frente, fazendo os passos que contam histórias.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

UAI Reverse 235 km – calor, estratégia e superação

Dentro do meu projeto pessoal de completar algumas das principais provas longas do Brasil, ainda faltava a

UAI Reverse 235 km. Já havia feitos outras distâncias na Reverse e finalizado os 235 km no sentido tradicional, e agora era hora de encarar o percurso invertido — diferente, exigente e, para muitos, ainda mais duro.

Como sempre, não existe largar sem preparo. Sabendo da dificuldade da prova, encaixei três semanas de treinos fortes, 50 km no Caminho do Capivari, usei a prova da Fênix rodando 6 horas e com destaque para o tradicional treino até Bertioga na casa dos meus pais com meu grande companheiro, meu irmão Beto, foram 76 km pelo Caminho do Sal. O corpo estava pronto. A cabeça também.

Cheguei a Passa Quatro no dia 27 de novembro para retirada do kit. A largada aconteceu na manhã seguinte, às 8h. Diferente da edição do meio do ano, disputada no inverno, essa prova trouxe um fator determinante: calor e umidade. Dias antes havia chovido muito na região, e quando o sol apareceu, o clima virou uma verdadeira estufa.

Treino de Bertioga
Saí como sempre faço: controlado, respeitando a distância. Nos primeiros quilômetros, segui tranquilo, cruzando cidades como São Lourenço e Caxambu, sempre com apoio impecável da minha esposa Claudia e do meu irmão Beto. Tudo fluía bem, enfrentei a temida Serra do Papagaio em um ritmo bom e constante até Aiuruoca.

A partir dali veio o trecho mais difícil para mim: cerca de 35 km até Alagoa, beirando um rio, sob um calor úmido e castigante. Meu rendimento despencou. Foram muitos quilômetros praticamente caminhando, tentando controlar o corpo e a mente. Usei tudo que estava ao meu alcance: água gelada, gelo no pescoço, hidratação constante e, principalmente, paciência. Eu sabia que uma hora o corpo voltaria.

E voltou.

Aos poucos, consegui trotar novamente e cheguei em Alagoa mais inteiro. Em provas muito longas, os atletas ficam extremamente espaçados, e ali a solidão da corrida ficou ainda mais evidente. Daquele ponto em diante, eu sabia que a prova tinha mudado de fase.

Enfrentei então a Serra do Garrafão, uma subida dura, feita em caminhada forte, já com a companhia hora da Claudia e hora do Beto. No alto, veio uma longa descida sentido Itamonte — um trecho que exige cuidado redobrado por causa do meu joelho. Administração total.

Quase terminando a segunda noite, cheguei em Itamonte, vivendo situações que só quem corre ultras entende: apesar do cansaço sabia que faltava pouco sempre com atenção constante e o apoio dos meus anjos da guarda, Claudia e Beto faz toda diferença.

Neste último trecho já com o dia clareando e o sol nascendo, segui firme até a chegada. Cruzei a linha final com pouco mais de 46 horas, extremamente feliz.

Ainda brinquei com a organização sobre o tempo, e veio a surpresa:

3º lugar na categoria com apoio e 6º lugar geral.

Mais do que números, ficou a confirmação de algo que sempre levo comigo: quando o treino é feito e a cabeça está no lugar, o corpo responde, mesmo depois de cair.

Mais uma prova acima dos 200 km finalizada.

Mais uma história para guardar — e contar.

Já na semana seguinte a essa prova, vivi outro momento marcante: o lançamento do meu livro “Passos que Contam Histórias”. Um contraste perfeito entre o silêncio das estradas e o calor dos encontros. Esse momento vai ganhar um relato especial aqui no blog, aguarde.

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

100K dos Pestes – Tapiraí - Por Pedro Cianfarani

No dia 27 de setembro participei da prova 100K dos Pestes, em Tapiraí-SP. Apesar do nome, a distância oficial é de 104 km, com uma altimetria acumulada superior a 3.000 metros, o que já mostra o nível de desafio do percurso.

Escolhi essa prova como parte da minha preparação para o UAI Reverse 235 km, no fim de novembro. Ouvi muitos comentários sobre a excelente organização dos Pestes e sobre o percurso exigente — e posso confirmar: tudo isso é verdade.

O tempo estava seco, mas o frio marcou presença tanto na largada quanto na chegada à noite. Durante o dia, o calor também apareceu, tornando a prova ainda mais dura. Larguei com um amigo que, infelizmente, precisou abandonar por volta do km 30 por causa de dores na lombar, e segui sozinho até o final, praticamente sem cruzar outros atletas.

O percurso é repleto de subidas, sendo a mais famosa a Subida dos Pestes, um verdadeiro teste de resistência. À noite, uma neblina forte caiu, mas a ótima sinalização — inclusive com marcações no solo — garantiu tranquilidade.

Os postos de controle (PCs) estavam impecáveis: bem distribuídos, com bebidas, frutas, salgadinhos, e, nos trechos noturnos, até caldo quente e café. Um grande diferencial que mostra o cuidado da organização.

Foi uma prova aprovada, desafiadora, bem estruturada e uma excelente preparação para os próximos objetivos.

Parabéns aos Pestes pela organização e pelo carinho com os atletas.

Mais uma ultramaratona concluída e registrada no meu histórico.

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Rainha das Ultras UAI - Revezando com o amigo Emerson – Por Pedro Cianfarani

No último dia 18 de julho, participei da UAI – Ultramaratona dos Anjos Internacional, também conhecida como “Rainha das Ultras”, como diz o slogan da Ultra Runner Eventos. É assim que todos a chamam mesmo: só UAI, simples e forte, como ela é.

Este ano, fui convidado pelo meu amigo Emerson para um desafio diferente: fazer os 235 km da prova em dupla, como um treino para os 280 km da RMR, prova-alvo dele. A ideia inicial era fazermos 135 km, mas sugeri que revezássemos todo o percurso, assim poderíamos vivenciar a prova inteira — com seus visuais, desafios e a tradicional energia dessa ultramaratona.

Para nos apoiar, levamos o amigo Robson, que fez um trabalho impecável dirigindo o carro de apoio, preparando nossos lanches, ajudando com hidratação, vestuário e tudo o mais que uma boa logística exige.

A dinâmica foi simples: enquanto um corria, o outro descansava no carro. Dois trechos foram feitos integralmente por cada um — eu larguei no primeiro trecho, onde não é permitida a presença de carro, e o Emerson ficou com o trecho da Serra do Papagaio, onde também não há acesso de veículos. No restante do trajeto, alternamos de forma equilibrada.

Apesar do clima de treino, a prova teve seus desafios. O Emerson ainda se recuperava de uma gripe forte, e durante a madrugada, o frio piorou sua respiração. Ele precisou de uma pausa para se recuperar, e foi aí que reforçamos o espírito da dupla: quando um para, o outro segue. E assim fomos até o fim.

Finalizamos os 235 km em pouco mais de 37 horas, com muita festa na chegada em Passa Quatro. A meta era 36 horas, e mesmo com os imprevistos, foi um excelente resultado. O maior desafio, sem dúvida, foi o frio. Durante o dia, o clima era agradável, mas quando a noite caía, o gelo tomava conta. Correr, parar, entrar no carro, esfriar o corpo e depois tentar aquecer de

novo não foi nada fácil. Em muitos momentos, largávamos encapotados e logo precisávamos tirar camadas de roupa por causa do calor interno gerado pela corrida. Essa alternância exigiu muito do corpo e da mente.

Foi uma experiência diferente, divertida e desafiadora na medida certa. Só tenho a agradecer ao Emerson pelo convite e parceria, ao Robson pela dedicação no apoio, e a todos que torceram por nós.

 Seguimos em frente — sempre acumulando passos que contam histórias.

 Um abraço e até a próxima.

sexta-feira, 4 de julho de 2025

VEC – Volcano Endurance Challenge: trilhas, frio e superação em Águas da Prata - Por Pedro Luiz Cianfarani

 

Soube da prova pelas redes sociais com o amigo e organizador da prova André Nader. O nome já chamou atenção: Volcano Endurance Challenge (VEC) — e aconteceria em Águas da Prata, uma região de montanhas que conheço bem, cenário de muitas aventuras, inclusive da BR135. A proposta era interessante: primeira edição, quatro distâncias (7 km, 15 km, 25 km e 50 km), misturando trilhas técnicas com estradões mais rápidos. Bastou comentar com os Ultraloucos para o plano sair do papel.

Organizamos uma viagem com quatro casais: eu e Claudia, o Dicler e a Consuelo, o Leleo e a Gorete, além do Éder, que foi com a esposa Mariana e o filho Pietro para curtirem o final de semana conosco. Todos iríamos correr, com exceção do Éder e família, que foram apenas para passear. No entanto, na véspera da viagem, o Dicler teve um imprevisto e não pôde ir, o que deixou nossa equipe um pouco desfalcada. Ainda assim, seguimos com o espírito em alta, prontos para viver mais uma experiência juntos.

 Chegamos em Águas da Prata, retiramos o kit e participamos do congresso técnico. Como era a primeira edição, tudo era novidade — ninguém conhecia o percurso. A largada seria em um parque muito bonito e bem estruturado da região, o King Park Adventure: restaurante, quiosques, natureza em volta. Um espaço muito aconchegante e funcional para um evento como esse. Nesse ponto, a estrutura da prova merece elogios — excelente local para sediar uma corrida desse porte.

O dia da prova, 14 de junho, começou gelado. Um frio cortante, com vento forte, daqueles que há tempos eu não sentia. Às 7h da manhã largamos eu, a Claudia e o Leleo. Eu nos 50 km, eles nos 25 km. A Gorete largaria uma hora depois, nos 7 km. Os primeiros 21 km do meu percurso eram de estradão, sem grandes surpresas. Mais adiante, os atletas dos 25 km seguiam por um lado, rumo às Sete Cachoeiras, e os dos 50 km encaravam a subida do Pico do Gavião, ponto marcante da BR135.

Depois do Pico do Gavião, o percurso começou a mostrar suas garras. Entramos numa trilha de mountain bike bastante técnica e exigente, cheia de raízes e pedras. Em seguida, enfrentamos a travessia pela Toca do Índio, uma gruta belíssima, mas de acesso difícil, passando por corredeiras e pedras escorregadias. Depois voltamos ao estradão até reencontrar o ponto em que os 50 km se juntavam novamente com os 25 km. Aí encarei a última parte: a trilha das Sete Cachoeiras, um trecho desafiador, técnico e duro. Foi o teste final de resistência.

Cruzei a linha de chegada satisfeito, com a missão cumprida. A Claudia e o Leleo também fizeram boas provas. Claudia conquistou o 1º lugar na sua faixa etária, subindo ao pódio com merecimento. Já a Gorete, que correu os 7 km, dividiu a primeira colocação com outras atletas, após um erro de percurso que acabou reunindo todas na linha de chegada ao mesmo tempo. A organização, com bom senso, premiou todas.

 Considerações sobre a prova:

Por ser uma prova nova, é natural que haja pontos a ajustar. A estrutura no parque foi excelente, acolhedora e bem preparada. No entanto, a sinalização do percurso — especialmente nos 50 km — apresentou falhas. Vários atletas se perderam em alguns trechos. A organização tentou contornar a situação rapidamente, posicionando staffs em pontos críticos, mas é algo que precisa ser melhor planejado nas próximas edições.

Outro contratempo foi a ausência da equipe de cronometragem no dia da prova, o que dificultou o controle dos atletas na pista. Apesar disso não afetar diretamente a experiência de quem correu, comprometeu o monitoramento e a segurança de prova.

Em contrapartida, vale destacar que houve premiação em dinheiro, o que demonstra respeito ao atleta e valorização do esforço individual. A organização mostrou boa vontade e, certamente, irá ajustar esses pontos para as próximas edições.

O potencial da VEC é enorme: trilhas técnicas, estradões rápidos, paisagens lindas, estrutura de apoio e um percurso que agrada tanto os amantes do trail running quanto os da ultramaratona de longa distância. Se corrigirem as falhas de percurso e reforçarem a segurança, essa prova tem tudo para se tornar uma referência no calendário nacional.

E seguimos assim…     

Passo a passo, conquista após conquista,       

em busca de novos desafios.

sexta-feira, 28 de março de 2025

Ultramaratona Transmantiqueira (UTM) – 15 de março de 2025

No último dia 15 de março, participei da Ultramaratona Transmantiqueira (UTM), uma prova que percorre um trecho da Serra da Mantiqueira, saindo do Horto Florestal de Campos do Jordão e chegando a Passa Quatro, passando por Delfim Moreira e Virgínia.

Dessa vez, optei por correr em dupla com meu amigo Emerson, que também treina comigo e é aluno do meu irmão no @forzacianfarani . Poderíamos ter feito os 50 km solo, mas escolhemos o desafio maior: os 100 km em dupla, onde cada um correu 50 km.

Fui responsável pela primeira metade do percurso. Ainda sentindo um pouco o desgaste da Brasil 135, fui para participar da festa, sem preocupações com tempo ou colocação. A largada atrasou um pouco por questões logísticas, mas logo partimos, junto com os atletas dos 100 km solo e também do mountain bike.

Nos primeiros quilômetros, fiquei atento ao meu joelho, mas felizmente ele não incomodou, principalmente nas subidas. Mantive um ritmo constante e consegui me sentir bem na primeira grande subida. Nas descidas, que não são meu ponto forte, administrei o ritmo.

Quase na metade do percurso, peguei uma chuva forte, mas como o solo ainda estava seco, não chegou a atrapalhar ou deixar o terreno escorregadio. Consegui seguir bem até o primeiro PC, no km 25, onde fiz uma rápida hidratação, tomei meu suplemento e segui para a segunda metade do meu trecho.

Na segunda parte, encarei uma longa subida, não muito inclinada, mas exigente. Nessa parte, consegui ultrapassar alguns atletas dos 100 km solo, que estavam em um ritmo mais conservador. Depois da subida, veio uma grande descida até o ponto de troca, onde passei a responsabilidade para o Emerson completar os últimos 50 km da prova.

Enquanto aguardava a chegada, vi que o segundo trecho da prova ficou bem complicado devido à chuva. O terreno ficou muito escorregadio, e vários atletas chegaram com sinais de quedas. Vi corredores com arranhões, e uma atleta chegou com o rosto todo ralado, bem machucada. Segundo o Emerson, a segunda parte foi bem intensa por causa das condições do solo.

No final, deu tudo certo: ficamos em primeiro lugar na categoria duplas! Mais uma grande experiência, curtindo as montanhas, os estradões e essa paixão que nos move!