Após meses sem escrever, voltamos
a relatar o que os ultraloucos enfrentaram e enfrentarão daqui pra frente,
buscando superar as últimas trágicas provas, mal organizadas, que renderam
muita dor de cabeça aos organizadores. É justamente nesse ponto que começo esse
relato, frisando a necessidade que nós, ultraloucos, estávamos em buscar por
provas diferentes, outras organizações, com formato diferente, uma variada no
cenário. Embarcando nesse ponto, Pedro Luiz Cianfarani, Dicler Agostinetti,
José Antonio Parreira, Leleo Esteves e Bruno Bolt vão encarar às 12 Horas de
Piracicaba nesse fim de semana, que será realizada no parque da rua do Porto,
prova que eles ainda não participaram, uma novidade para o quinteto. A busca
nesse tipo de prova, como de costume, é se aproximar ou se possível ultrapassar
a marca de 100 km, cada um brigando com seus limites, acima de tudo
demonstrando muita garra, “beliscando” sempre um lugarzinho no podium. A prova
terá categorias solo de 6 e 12 horas, alem de duplas, quartetos e octetos,
deixando o ritmo mais intenso e a pista mais dinâmica. Também nesse fim de
semana, será realizada a Ultramaratona das Keys 2015, na Flórida, EUA, onde
Vanderley Pereira e Regina Gastaldo estarão participando, Vanderley na
categoria 160 km e Regina na categoria 50 km. Vanderley, como de costume, tem
grandes chances de voltar com a vitória. No último sábado, dia 09 de Maio,
enfrentei uma prova diferente, que nunca havia participado, nas estradas de
terra de Taiaçupeba, distrito de Mogi das Cruzes. O nome da prova era “o rei da
montanha” e ainda era noturna, obrigando a todos os atletas usarem lanternas de
testa, que não iluminavam muito, mas já ajudava um pouco. O percurso tinha
alguns pontos de lama, que dificultavam as subidas e descidas. Foi minha
primeira prova representando a Nova Equipe, assessoria esportiva que estou
trabalhando. Fomos a equipe com maior número de participantes, recebendo pelo
segundo ano consecutivo o troféu, liderados pelo treinador Emerson Bisan, que
alem de treinador é um experiente maratonista e ultramaratonista. A prova tinha
as distâncias de 3, 7, 14 e 21 km. Por fim, ainda consegui terminar os 21 km em
terceiro lugar, para minha surpresa, tirando toda diferença que os outros
atletas colocavam nas descidas, puxando nas subidas, dando certo no final.
Ainda em Maio, estamos nos preparando para encarar os 75 km da Bertioga
Maresias, no litoral norte de São Paulo. A Nova Equipe vem com 16 atletas na
categoria solo, entre eles Emerson Bisan, Tomiko Eguchi, Luis Fernando Martins,
entre outros, todos buscando alcançar a linha de chegada em Maresias, curtindo
o visual belíssimo e se divertindo muito, numa grande festa. Alem dos atletas
da categoria solo, a Nova Equipe terá vários atletas nos trios, sextetos e
octetos, deixando as praias do litoral Norte totalmente azul. Pra fechar,
desejo a todos que vão participar da Maratona Internacional de São Paulo nesse
domingo, dia 17 de Maio, muita luz, prudência e força de vontade, o treino foi
feito e espero encontrar todos na linha de chegada. Que Deus ilumine cada passo
de cada participante, que acima de tudo, todos cheguem saudáveis, alcançando
seus objetivos!
sexta-feira, 15 de maio de 2015
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Br 175 - Entre erros e acertos
Diante as chuva de reclamações
quanto a organização da prova da Brazil 135+, ou Br 175, como já está sendo
chamada, fica aqui a posição deste que escreve nesse blog, por amor a este
esporte que praticamos e defendemos. Quando participamos de um evento, seja ele
qual for, o atleta quer conquistar seus objetivos, em diversas dimensões,
preparando-se para encarar aquilo que o desafio exige. Abrimos mão de vários
fatores em nosso dia a dia, como fim de semana, companhia da família, almoços
semanais, entre outras coisas, para treinarmos da melhor forma possível e
alcançar o sucesso pessoal. A Brazil 135, diante sua história, vem sido
conhecida pela sua extrema dificuldade para ser concluída, onde cada atleta
para superar as intermináveis subidas eleva seus corpos ao extremo do extremo,
virando madrugadas, encarando as situações climáticas, alem dos aclives e
declives. Quando alguém cria coragem para enfrentar essa famosa prova, tem uma
pequena consciência do intenso treinamento, físico e mental, que deverá ter
para chegar até a linha de chegada. O valor da inscrição é outro fator que
sensibiliza quem participa do evento. Uma prova que cobra mais de mil reais
para participar de seu evento, leva ao inconsciente de cada atleta, de que
teoricamente espera-se uma estrutura mínima, para suprir as necessidades do
evento. Quanto mais se é dado, mais será cobrado. Os atletas participam da
prova por livre e espontânea vontade, pagando o alto valor por opção, em querer
pagar o preço, tudo para superar essa prova tão desafiadora. O mínimo que se
espera é uma boa organização, para fazer jus ao preço pago. O valor da inscrição,
como é divulgado pelos organizadores, é doado a instituições carentes. Mas isso
não tira a responsabilidade dos organizadores de dar a mínima estrutura aqueles
que pagaram tais inscrições. Erros podem acontecer, como aconteceram na edição
inaugural dos 281 km de 2015. Entender tais erros seria sinônimo de grandeza
por parte dos atletas, mas críticas construtivas somente acrescentariam na
evolução da prova, para nas próximas edições, não aconteçam e o atleta não
tenha álibi para se justificar. As redes sociais viraram campo de batalha aos
que foram contra e aos adeptos da prova, perdendo a educação, com discussões
intermináveis, mensagens agressivas, acusações, levando aos organizadores
cancelarem sua página no facebook. Os atletas devem ter mais educação nas
críticas e os organizadores devem ser mais humildes e admitir seus erros.
Quanto ao episódio da atleta que ganhou a categoria feminina e foi
desclassificada por ter dado a mão ao seu marido durante uma foto, destaco como
extremamente trágico. Passei pela mesma situação em 2013, onde muitos atletas
mandaram suas reclamações a prova para me desclassificar, devido estar no
regulamento a proibição de contato físico do atleta com qualquer pessoa. Se está
no regulamento, ela e eu desrespeitamos a regra, logo devemos ser penalizados.
Uma coisa foi fato, ela venceu a categoria feminina, e tal desclassificação não
mancha a vitória dela, mas sim a prova. As regras da prova devem ser revistas,
para não ter tal situação e destruir a história construída durante tantos anos
pelo evento. Muitos atletas quebram outras tantas regras, durante toda prova,
onde muitas vezes os organizadores ficam sabendo e nada é feito. A regra deve
ser para todos, independente do país que o atleta vive ou grau de amizade. Que nós, atletas, venhamos ser mais
compreensivos... e vocês, organizadores, sejam mais profissionais, respeitem os
atletas que pagam por essa inscrição tão cara e que querem apenas alcançar seus
objetivos.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
VENCENDO TODAS AS DIFICULDADES
Superando todas adversidades,
dificuldades e principalmente, as novidades, Marco Aurélio Farinazzo sagrou-se
o primeiro atleta a vencer a Br175. Grandes nomes estavam no páreo, mas a soma
de dificuldades foi eliminando pouco a pouco, um por um, deixando o caminho
livre para esse incrível atleta, que já havia vencido a antiga Br135 e também a
tão falada Bad Water, prova de 217 km realizada nos EUA. Aproveitando o clima
fresco da largada, como inovação seria noturna, os atletas que buscavam
diretamente pela vitória usaram a baixa temperatura para imprimir um forte
ritmo, buscando abrir uma diferença para administrar no dia seguinte. Mas
ninguém esperava pela altíssima temperatura que faria no dia seguinte, afetando
a grande maioria dos atletas, deixando muitos pelo caminho. Se guardar para a
segunda madrugada, certamente foi uma excelente estratégia utilizada, dando
aqueles que a utilizaram condições vivas de concluir os 281 km dentro das 60
horas estipuladas pela organização da prova. Após 41 horas e 43 minutos de
prova, superando pouco a pouco as terríveis subidas, inclusive a tão falada
Serra de Luminosa, Marco Aurélio Farinazzo, colocou mais uma vez seu nome na
história da ultramaratona brasileira, ao vencer os 281 km da Br175,
conquistando a vitória ao chegar na cidade de Campos do Jordão. O segundo
colocado foi Eduardo Calixto, bi-campeão da extinta Br135, com o tempo de 46
horas e 02 minutos. O terceiro colocado foi Reinaldo "Tubarão"
Bassit, após 48 horas e 56 minutos. Dos atletas que citei em textos anteriores,
amigos que correriam a Br175, devido a bagunça ocorrida no final da prova, com
mudanças de linha de chegada, má sinalização e etc, não descreverei suas
participações, mas dou os parabéns a todos, desde aqueles que ficaram pelo
caminho(meu caso) até aqueles que venceram as inimagináveis adversidades e
chegaram até a linha de chegada estipulada. O único que descreverei será Pedro
Luiz Cianfarani (meu irmão), que bravamente fez uma corrida cautelosa, se
poupando no inicio, mantendo o ritmo durante todo tempo. A única vez que ele
fez uma grande parada para dormir foi quando chegou em Paraisópolis, com 38
horas de prova, 217 km rodados. Sua parada durou por volta de uma hora,
dormindo um pouco, recuperando sua energias, seguindo em frente, na busca pela tão
temida Serra de Luminosa. Como já citei, a prova nos últimos 40 km virou uma
bagunça, onde a organização da prova acabou mudando a linha de chegada,
cortando alguns km. Pedro foi impedido de seguir com sua prova quando faltavam
aproximadamente 9 km, com 52 horas de prova. Conhecendo meu irmão como conheço,
tenho certeza que se faltassem mais 100 km, certamente ele seguiria sua corrida
até cruzar a linha de chegada. Na classificação divulgada pela organização da
prova, Pedro aparece com a 11ª colocação dentre os 100 atletas inscritos.
Parabéns meu amado irmão, por mais essa prova de extrema valentia. Dentre erros
e acertos, parabenizo a todos vocês, que enfrentaram todas essas dificuldades,
sem abaixar suas cabeças, levando seus corpos e mentes ao extremo. Obrigado
senhor Jesus, por todo esse aprendizado, uma grande lição a cada km de todo
caminho... Tu és o caminho, a verdade e a vida!
domingo, 25 de janeiro de 2015
Br 135+ - Novos desafios a serem superados
Uma situação nova, normalmente,
pode trazer uma certa apreensão para aquele que a vai enfrentar. A imaginação
corre solta, na busca por saber como será tal situação. A Br 135+ não foi
diferente, onde a distância foi alterada de 217 km para 281 km, tendo o
percurso semelhante ao anterior, porém acrescentado teoricamente mais 64 km, no
qual era anunciado por aqueles que conheciam o novo local como algo imensamente
difícil, superando as dificuldades do trajeto tradicional já conhecido. Uma
outra novidade na prova era o horário de largada, não sendo mais às 8 horas da
manhã, mas sim às 20 horas, enfrentando de cara uma madrugada. A mudança de
horário foi algo pouco observado pelos atletas, que se preocuparam em sua
maioria com o aumento da distância e na necessidade de não chegar exausto nos
64 km do novo percurso. Se por um lado a largada seria com um clima fresco e
sem a presença do sol, por outro lado, a maioria dos atletas estariam muitas
horas acordados, devido a ansiedade pelo desafio, impedindo aqueles que
acordaram pela manhã e aguardaram ansiosos pela hora da largada. Estava aí a
certeza que a nova Brazil 135 Ultramarathon, que agora se tornara Brazil 175,
seria uma outra realidade para aqueles que a enfrentariam. Se antes era algo
difícil, agora seria extremamente difícil, onde a estratégia seria extremamente
importante para aqueles que desejavam cruzar a linha de chegada antes das 60
horas.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
BR135+ - O que a Dupla Flávia e Patrícia tem feito para encarar os 281 km
Flávia e eu começamos nossa
preparação para a BR135+ em Outubro, quando fomos aceitas para participar da
prova em dupla revezamento. Contamos com a importantíssima colaboração do nosso
amigo, atleta e treinador Filipe Oliveira, para ajustar uma planilha de
treinos, na qual pudéssemos conciliar trabalho, treino e, no caso da Flávia, a
função de mãe também.
Como trabalhamos juntas e em
horários parecidos, conseguimos fazer quase todos os treinos juntas. Assim podemos
fortalecer as fraquezas uma da outra, principalmente manter a estabilidade
psicológica que é uma parte importantíssima para quem quer fazer provas longas
assim.
Não partimos do zero, pois
durante o ano de 2014 fizemos algumas maratonas e ultramaratonas de montanhas, que
nos deram uma boa base para começar a preparação específica para essa prova tão
difícil.
Treinamos corrida quatro a cinco
dias por semana, sendo que dois dias são treinos intervalados (tiros e rampas)
e os outros são treinos longos. Rodamos entre 100 e 150 quilômetros por semana.
Esses treinos fazemos preferencialmente juntas, além disso, a Flávia mantem sua
rotina de musculação duas a três vezes por semana e eu faço crossfit e pratico
montainbike.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
BR135+ - O que Pedro Luiz Cianfarani tem feito para encarar os 281 km
Apesar da BR 135 ter
aumentado sua distância, estou me preparando da mesma forma das edições
anteriores, ate porque não disponho de mais tempo para aumentar volume devido
minhas atividades profissionais. Então durante a semana, faço um treino pela
manhã e outro a noite (10 km cada) e sábado realizo meu longo com 40 ou 50 km.
Uma coisa diferente que adotei nesta preparação é nadar as quartas e domingo,
ajudando na preparação.
Quanto a estratégia, faço como nos outros anos, só penso nela quando faltarem 20 km, aí sim, vejo o que poderei fazer.
Nesta próxima edição, mais uma vez vou poder contar com a presença da minha companheira Claudia e meus amigos Dicler e Parreira.
Boa prova a todos!!!
Quanto a estratégia, faço como nos outros anos, só penso nela quando faltarem 20 km, aí sim, vejo o que poderei fazer.
Nesta próxima edição, mais uma vez vou poder contar com a presença da minha companheira Claudia e meus amigos Dicler e Parreira.
Boa prova a todos!!!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
BR135+ - O que Filipe Oliveira tem feito para encarar os 281 km
Minha preparação atrasou um
pouco, pois fiquei em primeiro na lista de espera, fazendo assim que optasse
por outras provas “menores” de 42 e 55 km. Depois de iniciado os treinos saiu o
convite do Comandante, um atleta desistiu e eu como primeiro da lista de espera
fui convocado. Treinei para as provas menores até final de novembro, mas em
todos os outros meses anteriores além da musculação foi incluído uma rotina de
1 hora de caminhada duas vezes na semana, acreditando ser essencial para meu
objetivo de completá-la dentro do tempo limite. Este ano foi mais tranqüilo,
optei pelas corridas e larguei a graduação de nutrição, onde me sobrou mais
tempo pra treinar e principalmente para dormir. Agora no final de ano quase de
férias inclui os treinos noturnos, onde uma vez por semana vou correndo de
madrugada para a cidade da minha mãe, a vizinha Dumont, onde a escuridão tem me
ensinado muito sobre a natureza e sobre mim mesmo e amei os novos treinos onde
o céu estrelado tem me feito companhia. E foi nesses percursos noturnos e
solitários que descobri o quanto a corrida me faz bem, sem tempo e nem medos,
me entrego e apenas deixo acontecer, a corrida toma conta de mim e eu apenas
tenho o trabalho de contemplar o mundo a minha volta.
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