quarta-feira, 23 de março de 2011

Ultra Desafio 50 Milhas de Campinas


Castigando de forma intensa a musculatura, aproximadamente 50 ultramaratonistas encararam no último sábado, dia 19 de março, o 1° “ultra desafio 50 milhas decathlon”, realizado na cidade de Campinas. O evento possuía também a categoria revezamento, onde quartetos e duplas percorriam o mesmo dificílimo trajeto em que os ultramaratonistas corriam. A prova foi muito difícil, o percurso era composto de estradas de terra e trilhas, ambas com longuíssimas subidas de alta inclinação. A prova foi vencida por Vanderley Pereira, que concluiu os 80 km em 7 horas e 08 minutos, conquistando mais uma vitória para sua coleção. Vanderley foi seguido por Mauro Rosa, segundo colocado, com o tempo de 8 horas e 02 minutos e Agnaldo Sampaio, com o tempo de 8 horas e 17 minutos na terceira colocação. No feminino, a prova foi vencida por Maria Claudia Ferreira Souto, com o tempo de 9 horas e 39 minutos, seguida por Naoko Kuriyama com 10 horas e 11 minutos de prova. A terceira colocação foi dividida entre Maria das Graças Bernardino e Regina Gastaldo, terminando juntas, ambas com 12 horas e 25 minutos.

Nosso grupo de corredores esteve presente nesse duro desafio. Shimpey Sunaga e Eduardo Fujii, mesmo sem uma preparação antecedente indicada a tal prova, inscrevendo-se na última hora, ingressaram no desafio, objetivando cruzar a linha de chegada antes das 15 horas permitidas. Os dois atletas contavam com o auxilio de Dicler Agostinetti, que conduzia o carro de apoio, levando os suplementos necessários. Correram próximos durante quase toda primeira metade da prova, quando Shimpei Sunaga, não resistindo as terríveis subidas, abandonou a prova, deixando Eduardo Fujii solitário para seguir em frente. Assim como Shimpei e Eduardo, meu irmão Pedro Luiz e eu (Roberto César) também contávamos com o mesmo carro de apoio para nos dar suporte. Esse carro era conduzido por Sidnei Cianfarani, nosso pai, que com toda boa vontade do mundo foi nos incentivar e dar apoio. Fomos com o mesmo carro de apoio e objetivos, o de fazer uma boa prova, segura, no melhor tempo possível. No fundo, confesso que fui pensando em ocupar um lugar entre os 5 primeiros colocados, algo que quase foi alcançado, mas que escapou nos últimos quilômetros. Meu irmão e eu corremos juntos os primeiros 10 kms, no mesmo ritmo. Logo em seguida aumentei o ritmo, deixando Pedro um pouco para trás, buscando meus objetivos pessoais. Quanto mais passava o tempo, mais aumentava a distância entre nós dois, dificultando o trabalho do nosso pai, de levar os suplementos, deixando-nos durante muito tempo sem nada para consumir. As vezes Pedro pegava algumas coisas com Dicler, que acompanhava Eduardo e Shimpei, por estarem próximos. Lutei durante toda prova por um lugar ao podium, ocupando a quarta colocação por um período, entrando e saindo da zona de premiação por várias vezes até o último trecho, quando entramos numa parte onde os carros não passavam, perdendo qualquer tipo de auxilio dos carros de apoio. Esse trajeto tinha aproximadamente 8 km de distância, até a linha de chegada. O único auxilio que recebi, foi dos atletas que disputavam colocações comigo, como Adão Miranda, que vendo meu péssimo estado deu-me água e assim que cruzou a linha de chegada pediu para a organização da prova levar-me algo para comer e beber. Assim, após comer algumas bolachas salgadas e um isotônico, conclui a prova em 9 horas e 02 minutos, em oitavo lugar. Pedro e Eduardo lutaram até o fim, deixando as dores musculares e câimbras de lado, aumentando o ritmo no último trecho, concluindo a prova. Ocupando a 17° colocação, Pedro finalizou a prova com o tempo de 10 e 25 minutos. Já Eduardo, 21 minutos depois, cruzou a linha de chegada na 20° coloção, com 10 horas e 46 minutos. Foi mais um desafio concluído, após muitas horas difíceis, alcançando subidas incríveis, onde o maior objetivo foi alcançado, enfrentar uma longa distância, em inclinações altíssimas. Parabéns a todos que participaram, tanto no auxílio (Dicler, Patrícia e Sidnei), quanto os que correram... mesmo se não completaram, mas enfrentaram o desafio de frente. Quanto o meu lugar entre os cinco primeiros...fica pra próxima!
Veja um vídeo que postamos no YouTube

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Treino para 50 milhas Campinas


Realizar treinos que prepare o corpo para as dificuldades da prova escolhida, sem duvida nenhuma seria a característica principal do estímulo a ser executado. Se a corrida será de 40 km, numa estrada de terra, repleta de pedregulhos, com muitíssimas subidas, seria desnecessário treinar 50 km em uma estrada de asfalto, sem inclinação alguma. As vezes, nesse caso, um treino de 20 km, nas características da prova se torna uma preparação mais efetiva, estimulando o corpo com maior eficácia para o dia do evento.
Pensando nisso, Pedro Luiz (meu irmão) e eu (Beto Cianfarani) escolhemos um treino que preparasse nossos corpos da melhor forma para enfrentar as 50 milhas (80 km) que será realizada em Campinas, no dia 19 de Março. O treino teve 50 km de distância, com sua largada e chegada no km 35 da Estrada Velha de Santos, indo até Paranapiacaba, bairro da cidade de Santo André. Com estradas de terra contendo muitas pedras, as inúmeras subidas de alta inclinação davam a sensação exata do que enfrentaremos na prova de Campinas. As estradas escolhidas para o treino sofreram alterações por causa de uma obra, que implica na aplicação de dutos, para um futuro gasoduto que está sendo construído. Com tal obra, as estradas estavam mais largas, menos acidentadas, mais fáceis de serem percorridas. Esse trajeto já foi feito outras vezes, que tiveram mais dificuldades nas ocasiões anteriores. Os únicos aventureiros deste treino fomos Pedro e eu, pois contusões e compromissos profissionais impediram alguns amigos atletas de estarem presentes. Exatamente 6 horas da manhã largamos no km 35 da estrada velha, buscando a turística Paranapiacaba. Aproximadamente as 8 horas e 40 minutos, enfim chegamos no ponto extremo de nosso treino, parando apenas para encher nossas garrafas com água, retornando rapidamente para evitar o aumento do forte sol que já nos castigava. Após muitas subidas, uma perseguição das incansáveis mutucas em grande parte do treino e do forte calor na metade ao fim do treino, meu irmão e eu chegamos a estrada velha, com 5 horas e 30 minutos de treino, levando em nossas mentes a satisfação de mais um treino bem sucedido, alem da certeza de que nosso treino foi de suma importância para enfrentar nosso próximo desafio oficial, as 50 milhas de Campinas. Até lá!
Segue um vídeo com uma amostra de nossa aventura.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Ultramaratona BR 135 - Brazil 135 Ultramarathon

BRIGA PELA VITÓRIA

Após alguns anos de hegemonia brasileira na ultramaratona mais dura em nosso país, enfim sagra-se a primeira vitória estrangeira na Brazil 135 Ultramarathon, realizada entre os dias 21 à 23 de Janeiro, com largada em São João da Boa Vista e chegada em Paraisópolis, ambas interior de São Paulo. O detentor do feito foi Lindermueller Kurt, atleta Alemão, com o tempo de 28 horas e 19 minutos, suportando a alta temperatura, vendo pouco a pouco alguns favoritos abandonarem a prova, sobrando em seus braços a tão desejada vitória. A segunda e terceira colocações ficaram, respectivamente, com os brasileiros Ariovaldo Trindade Branco com o tempo de 31 horas e 24 minutos e Adilson Ligeirinho com 31 horas e 31 minutos, sete minutos apenas de Ariovaldo. No feminino, a vitória ficou com Débora Simas, que conquistou também a sexta colocação Geral, com o tempo de 33 horas e 49 minutos, chegando a frente de muitos marmanjos.


MISSÃO CUMPRIDA
Sempre pensando na vitória, Agnaldo Sampaio largou em São João da Boa vista com um outro propósito, o de alcançar de qualquer forma a cidade de Paraisópolis, local da chegada da prova, levando consigo uma imagem de São José, padroeiro da cidade, não importando o tempo que custasse tal trajetória. Lutando contra uma alta temperatura, Agnaldo sucumbiu a um mal súbito, parando na pousada do pico do gavião para descansar e se recuperar, tornando a briga pela vitória cada vez mais difícil. Ele acompanhou seu pupilo, Dicler Agostinetti até a serra dos Lima, onde parou mais uma vez para um descanso. Após 41 horas e 53 minutos de prova, Agnaldo Sampaio, cumprindo sua promessa, chegou em Paraisópolis, ocupando o décimo terceiro lugar geral, levando consigo a imagem de São José, que foi colocada na igreja da cidade logo após a conclusão da prova. Por toda prova, ele teve o auxilio de sua namorada, Patrícia Rezende, ajudando-o em todos os momentos a cumprir, acima de tudo, a meta de cruzar a linha chegada, após terríveis adversidades de tal prova.

UM SONHO ADIADO



Seguindo a estratégia planejada, já sabendo das dificuldades que enfrentaria, Dicler Agostinetti iniciou sua prova de forma cautelosa, tentando resistir ao seu maior inimigo, o forte calor. Evitando uma desidratação precoce, Dicler, sempre que possível se hidratava. Antes de iniciar a subida do pico do gavião, os atletas perdiam contato com seus carros de apoio, ficando muitos quilômetros com pouca água, proporcionando a ele seu primeiro mal momento na prova, provocado pelo forte calor. Com muita água e força de vontade, recuperou-se, alcançando o ápice do pico do gavião, usando a descida para relaxar. A estrada ingrime e com chão acidentado repleto de pedras que ligava o pico do gavião ao centro da cidade de Andradas castigaram a musculatura de Dicler, que mesmo sentindo um forte desgaste seguiu m frente, rumo a serra dos Lima.. Até Andradas, ele teve a companhia de Pedro Luiz (meu irmão), que desde a largada acompanhou seu grande amigo, dando muita força e incentivo. A partir de Andradas, Pedro foi com o carro de apoio, que era dirigido por Caio de Castro, um grande amigo, que o conduziu durante todo tempo. Foi a partir daí que comecei (Beto Cianfarani) a acompanha-lo, contando também com a presença de Agnaldo Sampaio (citado acima), sentido serra dos Lima. Nesse momento, o ritmo de prova estava mais cadenciado, mesclando a corrida com uma necessária caminhada nas terríveis subidas de altíssima inclinação. Passando pela serra dos Lima, Dicler e eu seguimos sentido Barra. Já estava escurecendo, necessitando o uso das lanternas, que mesmo com elas era dificílimo enxergar os buracos na trilha. Até a cidade de Crisólia, os atletas não tinham contato com seus carros de apoio, percorrendo quase 23 km sem nenhum auxilio. A cada vez mais, a escuridão envolvia a estrada esburacada, dificultando nossas vidas, que somado com o cansaço castigava o corpo de Dicler, tornando o caminho até Crisólia ainda mais difícil. Chegamos em Crisólia quase duas horas da manhã, onde encontramos o carro de apoio. Após 30 minutos de repouso, Dicler seguiu viagem na companhia de Pedro, sentido Ouro Fino. Ainda sentindo muito cansaço após 18 horas de prova, o ritmo era cada vez mais cadenciado, obrigando-o a mais uma parada de repouso na cidade de Ouro Fino. Após um cochilo de um pouco mais de uma hora, Dicler retomou sua corrida, bem disposto, ainda acompanhado por Pedro Luiz, seguindo num ritmo relativamente forte, sentido a cidade de Inconfidentes. O ritmo era ótimo, recuperando muito tempo que esteve parado. Quando tudo parecia perfeito, após um ressurgimento das cinzas, numa longa descida, Dicler pisou num buraco, torcendo sua perna esquerda, sofrendo uma ruptura na musculatura da panturrilha. Era o fim de prova para o bravíssimo atleta, que havia se preparado durante um ano todo para esse desafio, superando vários obstáculos, acaba sofrendo uma considerável lesão, tirando de seu sonhado objetivo. Após a lesão, Dicler ainda percorreu 3 km até o posto de controle, em Inconfidentes, sentindo muita dor. Após 115 km rodados de muita luta, nosso guerreiro guardou sua meta de completar a BR 135 no fundo do Baú de seu coração e certamente, num futuro próximo, estará novamente nos caminhos da fé, pronto para vencer os 217 km da Brazil 135 Ultramathon. Parabéns a todos que estiveram neste desafio dificílimo, correndo ou ajudando. Parabéns Agnaldo Sampaio por seguir em frente...Parabéns Guerreiro Dicler, pela amostra de valentia, garra e perseverança...você certamente é o nosso herói.

Veja alguns Vídeos no YouTube


www.youtube.com/watch?v=DCgltOZ3mqg

www.youtube.com/watch?v=aTHCmrX782Y

www.youtube.com/watch?v=PIEysg6FtYs

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Está chegando a hora....Brazil 135 Ultramarathon

Entrando na contagem regressiva para a prova mais “pesada” entre as ultramaratonas brasileiras, a Brazil 135 Ultramarathon deste ano promete muita competitividade entre os atletas de ponta, muita cautela para os estreantes e acima de tudo, muita dificuldade para todos.
Atletas de vários países chegam ao interior de São Paulo, dispostos a vencer a prova e conquistar a primeira vitória estrangeira do evento. O atual campeão, Adilson “Ligeirinho”está confirmado, tentando conquistar o tri-campeonato.
Ao pensar nas dificuldades do percurso, destaca-se as intermináveis subidas árduas, de terra e pedregulhos, que terão um tempero maior, potencializadas pela chuva que castiga todo sudeste brasileiro, proporcionando muita lama, que certamente vai atrapalhar diretamente os atletas (principalmente na madrugada), neste ano assim como em 2007, devido as chuvas serão proibido carros de apoio acompanhar os atletas nas trilhas, somente nas cidades, ou melhor no asfalto, tal medida foi tomada em cima da hora para evitar transtornos com carros atolados prejudicando assim os atletas. Com essa notícia que acaba de sair é dado mais uma "pitada" nesta aventura nada fácil. Contando com dois guerreiros no evento, a equipe Acrimet/Top Spin/Runtech será representada pelo Professor Agnaldo Sampaio e seu pupilo Dicler Agostinetti, ultramaratonistas experientes que entram na prova, após muito treinamento, chegando confiantes para alcançar seus objetivos. Sempre pensando na vitória, Agnaldo fez sua preparação pensando num começo de prova cauteloso, deixando seu ritmo forte de prova da metade para o final, sendo considerado por muitos um dos principais favoritos pela vitória. Cita-se também uma promessa feita por ele, um ato de fé, que irá levar com sigo em sua bagagem uma imagem do santo padroeiro de Paraisópolis, cidade que será feita a chegada da ultramaratona, a imagem de São José, que será colocada na igreja da cidade ao cruzar a linha de chegada. Já Dicler, objetiva concluir os 217 km num menor número de horas possíveis, sem comprometer sua integridade física, alcançando as intermináveis subidas com seus já conhecidos sorrisos, tentando controlar todo cansaço e sono que possam castigar seu corpo e chegar até Paraisópolis, conquistando seu objetivo após uma aparente interminável odisséia. A todos da prova, atletas e equipes de apoio, desejamos boa sorte, perseverança e garra...pois quanto mais difícil o desafio, maior será a satisfação de ter conquistado. Boa sorte Agnaldo Sampaio e Dicler Agostinetti, certeza temos de seus valores e juntos estaremos em mais este desafio...a Brazil 135 Ultramarathon.
Acompanhem informações da prova em tempo real pelo www.brazil135.com.br e não esqueça vamos interagir no nosso Blog e mande seus comentários a estes guerreiros.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Linha de Chegada

Assim como toda Ultramaratona tem seu fim, o ano de 2010 se aproxima da linha de chegada, após muitas emoções deixadas em cada quilometro passado, concluímos mais uma “prova” de nossas vidas, deixando na memória um excelente 2010, de conquistas pessoais, satisfações e muitas lágrimas de felicidade, embarcando em mais uma empreitada chamada 2011, com muitos novos desafios, que encarados com a mais pura perseverança, certamente terão muitas alegrias colhidas.
Ao longo do ano, a equipe Acrimet deixou muitos momentos inesquecíveis para aqueles que acompanham nossas corridas, assim citando a bravura de Pedro Luiz, meu irmão, na duríssima Br135, prova realizada no fim de Janeiro de 2010, concluída em 39 horas ininterruptas, banhadas de muita garra, dor, sofrimento e satisfação após completar os 217 kms. Como esquecer da brilhante vitória de Agnaldo Sampaio, nas areias cariocas, conquistando a encantadora Ultramaratona do Arraial do Cabo. Ainda está na lembrança Vanderley Pereira, conquistando o tri-campeonato da Ultramaratona 24 horas dos Fuzileiros Navais, invencível na prova organizada pela Corpore, no Rio de Janeiro. Mesmo sem vestir nossa camisa, mas querido por toda equipe, Jaime Maria da Rocha impressionou a todos com sua atuação na Ultramaratona 24 horas de Campinas, conquistando uma Honrosa segunda colocação geral. Não poderia deixar de citar Dicler Agostineti, José Antonio Parreira, Eduardo Fuji e Regina Gastaldo, grandes ultramaratonistas que demonstraram seus valores em diversas provas realizadas por todo país, sem contar Patrícia Resende, responsável por todo suporte da equipe, presente em todo cenário nacional e finalmente eu, que estive presente em alguns podium como em Cubatão, 24 hrs do RJ e Campinas.
Independente dos resultados das provas, alem da conquista pessoal de cada um, o mais importante é ver que a cada prova tem mais participantes na nossa estimada Ultramaratona, tendo a certeza que somos responsáveis deste acontecimento e que alem de “guerreiros super-atletas” somos também incentivadores de bons hábitos, pessoas levando em seu dia-a-dia a filosofia Ultramaratonista de que “Jamais desistir, pois o mau momento passará”.
O próximo ano começa quente, com a empreitada de Dicler e Agnaldo na temida BR135, amparados por toda equipe Acrimet, objetivando muitas conquistas nesse evento, que certamente dará a esse que vos escreve muitas emoções a serem transformadas em palavras para informar sobre nossa amada “Ultramaratona”.
Feliz Natal e um 2011 cheio de conquistas...esses são os votos da equipe Acrimet!!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ultramaratona 24 horas Campinas Run

Muitíssimo calor...Essa foi a principal frase que classificou a ultramaratona de 24 horas, realizada em Campinas, nos dias 27 e 28 de novembro. A prova começou às 10 horas da manhã do sábado e terminou no mesmo horário do domingo, totalizando 24 horas. A prova foi realizada no Parque do Taquaral, em volta ao lago, num belo cenário para se correr. Um percurso de 2.725 metros de terra batida, com muitas pedras, teve um ingrediente fundamental para resolver a prova, a alta temperatura, fator que determinou o final da prova. Grandes nomes estavam presente, como Vanderley Pereira (tri-campeão das 24 horas dos Fuzileiros Navais), Marco Aurélio Farinazzo (Campeão da Br135, Bad Wather, entre outras), Sebastião da Guia, Marcio Villar, entre outros. Numa prova atípica, os principais nomes da prova foram, de forma surpreendente “quebrando” pouco a pouco, logo no início da prova. Vanderley Pereira sofreu com um calendário cheio de provas, com pouco tempo de recuperação, alem do forte calor, fazendo o grande favorito da prova ficar na primeira metade. Agnaldo Sampaio também sofreu com a temperatura, estando entre os primeiros nas primeiras horas, abandonando após a sétima hora percorrida, com muita indisposição estomacal. No fim das contas, sobreviveram poucos atletas brigando de forma direta pela vitória. Entre eles Ivan do Espírito Santo, atleta representante dos Fuzileiros Navais, do Rio de Janeiro, que acabou superando nas últimas horas o incrível Jaime Maria da Rocha e conquistou a vitória. Ivan possuía uma vasta equipe de apoio, que lhe auxiliavam em toda corrida, faltando apenas correr por ele. Já Jaime, possuía apenas uma pessoa como apoio durante as 24 horas. No fim das contas, todos os detalhes fizeram a diferença e o atleta Fuzileiro conquistou a vitória, deixando o segundo lugar, após uma atuação fantástica para Jaime. Entre os atletas da equipe Acrimet, alem dos já citados Vanderley e Agnaldo, destaca-se a atuação de Pedro Luiz (meu irmão), que mesmo com o sistema respiratório debilitado esteve na pista durante todo tempo, rodando incansável, até o último segundo. Regina Gastaldo, atleta que fazia sua primeira prova de 24 horas, surpreendeu a todos, saindo poucas vezes da pista, conquistando o primeiro lugar de sua categoria, obtendo uma estréia que qualquer pessoa almejava. Dicler Agostineti sofreu, assim como a maioria, com o forte calor, tendo a segunda metade da prova comprometida, caminhando bastante no final. Antonio Marcos, irmão de Vanderley Pereira, teve um início forte, liderando a prova nas primeiras horas, mas o terreno irregular com muitas pedras acabaram abalando o joelhos direito do atleta, fazendo-o abandonar a busca pela vitória. José Antonio Parreira foi mais um que sucumbiu diante ao calor que fazia em Campinas. Mesmo com sua garra de sempre, Parreira se viu na situação de repousar durante muito tempo, comprometendo a quilometragem final, prometendo no fim da prova treinar muito no próximo ano e melhorar suas marcas. Já este que vos escreve (Beto Cianfarani), não tem muito a citar. Após um começo de prova cauteloso, comecei a sentir uma lesão no posterior da coxa direita durante algum tempo, sendo obrigado a parar e fazer uma massagem com seis horas de prova. Após a massagem, a musculatura melhorou, mas com muitas quedas de pressão, sono e muita assadura na região da virilha, resolvi abandonar a prova com 14 horas realizadas. Mais uma vez estivemos presentes em mais uma prova do limite humano, homens e mulheres superando todas adversidades e tentando levar à aqueles que assistem uma pequena mensagem, nunca desistir...se cansar ande, descanse, durma, mas jamais desista do objetivo final, cruzar a linha de chegada de nossas metas. Não colocamos a rodagem de cada um, pois ocorreram divergências na marcação oficial com a que marcamos.
Segue um vídeo com um pouco do que foi nossa aventura, até a próxima.

domingo, 24 de outubro de 2010

Ultramaratona Bertioga - Maresias

Bela, charmosa e traiçoeira...essa é a melhor maneira para classificar os 75 kms que separam o forte de Bertioga com a belíssima e nobre praia de Maresias, cenário de uma das mais belas ultramaratonas do calendário brasileiro, prova esta que paralisou por todo sábado (23/10) o litoral norte de São Paulo. Superar a terrível serra de Maresias, realmente, é uma dificílima tarefa a ser executada. Porém chegar a até tal trecho é a parte mais complicada. Percorrer tantas praias, estradinhas de terra e um pouco de asfalto, vão minando toda musculatura dos atletas, tornando o final da prova, a temida serra, uma barreira terrível de transpor. Entre tantas categorias de revezamento, destaca-se a equipe da Acrimet, formada por Célio Falcão, Maria Bernardete e Agnaldo Sampaio, que venceram a categoria Trio Misto, cruzando a linha de chegada e segundo lugar geral, apenas atrás do trio masculino da equipe softway, vencedores da prova. Nossa equipe de ultramaratonistas esteve presente em mais este desafio, percorrendo com muita garra todo trajeto, jamais desistindo de cruzar a linha de chegada. Correndo quase toda prova juntos, Eduardo Fuji (Oracha), Dicler Agostinetti, Pedro Luiz e “Parreira”, concluíram a prova mais uma vez, deixando de lado todo cansaço, incluindo em seus currículos mais uma conclusão de uma prova tão difícil como esta. Alternando suas posições durante todo percurso, o grupo de atletas teve Eduardo Fuji o primeiro a cruzar a linha de chegada. Eduardo esteve longe dos treinos e provas durante todo ano, voltando a treinar a pouco tempo e mesmo com pouco treino mostrou o excelente ultramaratonista que é. Logo em seguida, Dicler e Pedro concluíram a prova, abraçados, castigados pelo forte calendário deste ano, com pouco tempo de recuperação, tornando a corrida um pouco mais intensa. Poucos minutos após a conclusão de Dicler e Pedro, foi a vez e Parreira dar fim aos 75 kms, concluindo a prova com muita garra, um verdadeiro exemplo de perseverança, lutando até o final. Nosso amigo Akira também esteve presente no evento, baixando seu tempo na prova, chegando entre os 20 primeiros na categoria solo masculino.Também estive presente no evento (Beto Cianfarani). Mesmo com uma lesão na musculatura posterior da coxa direita, fiz de tudo para participar da prova, correndo grande risco de ficar fora das 24 horas de Campinas, que será realizada no Mês de novembro. Coloquei gelo durante toda semana, tomei injeção, fiz acupuntura, tomei anti-inflamatório, numa corrida contra o tempo. Mesmo sentindo muitas dores durante toda prova, conclui a prova, classificando como a maior superação de minha vida esportiva. Terminei a prova com 7 horas e 23 minutos, em 11° lugar Solo masculino. Independente de nossas posições e tempos, felicito toda nossa equipe, sempre presente nas provas brasileiras. A equipe Acrimet teve outras equipes de revezamento, com muitos atletas presentes, como o tri-atleta e personal trainer Marcelo Ramos, o China, Patrícia Resende, entre tantos outros amigos participando deste intenso desafio. E assim acaba mais uma prova, dando espaço para a próxima de nosso calendário, as 24 horas de Campinas, no final de Novembro, para cada um de nós botarmos nossos corpos no limite e com muita garra cruzar a linha de chegada...até lá!
Postamos um vídeo no Youtube acesse.