terça-feira, 12 de julho de 2011

Desafio Noturno 12 Horas - Campinas

A madrugada do dia 16 ao dia 17 de Julho promete agitar o parque do Taquaral, em Campinas, interior de São Paulo. Será realizado pela Ultrarunner o primeiro desafio 12 horas Noturnas, no belíssimo parque do Taquaral, em volta do lago. Num trecho de 2750 metros de terra batida, os atletas vão rodar durante 12 horas, com largada às 20 horas do sábado e término às 8 horas do domingo, com o objetivo de ver quem vai percorrer a maior distância, alem do incentivo ao esporte e o objetivo pessoal de cada atleta e que certamente a busca pela vitória promete esquentar a provável madrugada fria Campineira. Além da categoria 12 horas, a prova contará também como opção com a categoria 6 horas, tendo sua largada às 2 horas da madrugada e chegada junto com a categoria 12 horas, às 8 horas da manhã do domingo. Entre os atletas que buscarão seu máximo, a equipe Acrimet/Run tech/Ultraloucos terá 3 representantes confirmados no evento. Presente em quase todos os eventos da modalidade, Dicler Agostinetti vai para as 12 horas pensando em alcançar 100 km percorridos, usando a ausência do calor como arma para conquistar seu objetivo. Pedro Luiz, por sua vez, usará a prova como início ao seu preparo para Brazil 135 Ultramarathon, no ano que vem, prometendo rodar o tempo todo, evitando deixar a pista. Já este que escreve, Roberto César Cianfarani, entro no evento, acima de tudo, prestigiando a prova, pensando em fazer meu melhor, reconhecendo minhas limitações físicas atuais, chegando ao máximo possível, sem traçar metas impossíveis ou mesmo a falta de uma, para não ocorrer uma desmotivação. Resumindo, vou sem nenhuma pressão para participar do evento. Tenho certeza que o evento será um sucesso, mais um organizado pela Ultrarunner, sob o comando do experiente Ultramaratonista Fernando Nogueira. Boa sorte a todos e vamos encarar mais este desafio!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

17ª Maratona Internacional de São Paulo

Dominada pelos africanos, a 17ª Maratona Internacional de São Paulo viu mais uma vez a hegemonia daqueles que dominam as principais provas de fundo e meio fundo consolidar seu poder numa das principais maratonas da América do Sul, com direito a quebra do recorde da prova na categoria feminina, marca conquistada pela Marroquina Samira Raif, vencedora da prova. Num dia de céu aberto, numa manhã que começou bem gelada, os quenianos não deram chances aos brasileiros e conquistaram mais uma vez a prova em São Paulo. O vencedor foi David Kemboi, do Quênia, com a marca 02 horas 11 minutos e 53 segundos, não superando o recorde da prova registrada em 2002, por Vanderlei Cordeiro de Lima. A segunda colocação ficou com o Tanzaniano Haylu Dagaga, seguido Musenduki Mohamedi Ikoki, também da Tanzânia. Laelson Santana foi o melhor brasileiro na prova, terminando os 42 km em 4º lugar. Completando o podium, o brasileiro Jair Jose da Silva ocupou a 5ª colocação. O favorito e estreante na prova, Robert Cheruiyot, na suportou o forte ritmo aplicado pelos ponteiros e abandonou a prova. No feminino, como já citado, a prova foi vencida pela marroquina Samira Raif, com o tempo de 02 horas, 36 minutos e 01 segundos. Na segunda colocação, chegou a queniana Rumokol Elizabeth, 45 segundos a mais que a vencedora, correndo junto com ao lado da marroquina até o último km, quando não suportou o sprint da vencedora. Nancy Jepkosgei, também queniana, foi a terceira colocada. A quarta colocação foi conquistada por Sueli Pereira Silva, primeira brasileira no geral feminino. Completando o podium feminino, Magdaline Jepkorir, do Quênia foi mais um nome Africano a ocupar um lugar de destaque, chegando na quinta colocação.
Muitos atletas da equipe Acrimet estiveram presente no evento, alguns tendo a própria maratona como seu principal objetivo do ano, outros, como Dicler Agostinetti, Pedro Luiz e Shimpey Sunaga, usaram a prova como treino para o calendário repleto de Ultramaratonas Brasil afora. Poupando-se para as Ultramaratonas, o professor Agnaldo Sampaio acompanhou seus atletas, amadores e profissionais, que brigaram por posições e conquistas pessoais na corrida. Vale destacar a estréia em maratonas de meu primo, Ronaldo Roque, fazendo uma excelente prova, mostrando que todo esforço de seu dedicado treinamento lhe rendeu um saboroso fruto da mais pura “satisfação”, terminando a prova em 03 horas e 38 minutos, uma belíssima estréia, que promete ser a primeira de muitas maratonas em sua carreira de maratonista. O evento contou também com provas de 10 e 25 km, enriquecendo e disponibilizando várias opções aos atletas que lá estavam. Parabéns a todos que deram seu melhor nas ruas de São Paulo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Bertioga / Maresias - 1 ª Etapa

Diante de muito frio e uma gelada garoa, Vanderley Santos Pereira conquistou o bi-campeonato da ultramaratona Bertioga-Maresias, com distância de 75 km, percorrendo belas praias do litoral norte Paulista. Assumindo a ponta desde o início, Vanderley venceu a prova com o tempo de 5 horas e 40 minutos, 12 minutos a frente do segundo colocado, Eduardo Calisto. Ainda abaixo das 6 horas, Marcos Antonio Vasconcelos conquistou a terceira colocação, com 5 horas e 57 minutos de prova. Completando o podium, Mauro Rosa e Agnaldo Sampaio chegaram na 4ª e 5ª posições, respectivamente. Seguindo a lógica da prova masculina, Maria Claudia Souto venceu mais uma vez a prova na categoria solo feminino, após 7 horas e 02 minutos, deixando Maria de Fátima Miranda na segunda posição e Maria Edileuza Soares Santos em terceiro.
O frio castigava a todos, desde os que estavam correndo, até aqueles que auxiliavam os atletas. A garoa tornava a sensação térmica ainda mais baixa do que realmente estava. O mar em ressaca subia a maré, deixando a areia da praia muitíssimo fofa, castigando os músculos dos atletas, como coxas e panturrilhas. Alem da categoria solo, percorrida pelos ultramaratonistas, o evento contou com a categoria revezamento, onde muitas equipes disputavam quem chegaria em Maresias primeiro. Shinpei Sunaga enfrentou os 75 km solo do evento, completando pela segunda vez a prova. Sem carro de apoio, portando apenas um “camel-back”, Shimpei encarou o desafio, determinado a cruzar a linha de chegada na praia de Maresias. Tudo parecia perfeito, quando ao ultrapassar a casa dos 40 km, fortes dores musculares assombraram Shimpei, limitando seu ritmo, mas nada que o impedisse de alcançar o topo da serra de Maresias, deixando a enorme descida para o final. O simples fato de segurar o embalo do corpo na alta inclinação, aumentava ainda mais as dores musculares do valente atleta, que concluiu a prova em 10 horas e 22 minutos. Já Dicler Agostinetti, atleta experiente e sempre presente nos eventos de ultra distância, fez uma prova consistente desde o início, vendo um vacilo na estratégia aplicada impedir aquele que seria seu melhor tempo na prova. Em 2008, Dicler cravou 7 horas e 35 minutos nos mesmos 75 km, marca que seria facilmente batida nesta edição, se uma queda de pressão, somada com um pouco de náusea não tivesse prejudicado seu ritmo, obrigando-o a se recompor, perdendo tempo precioso na busca por seu recorde pessoal. Vale frisar que Dicler também não contou com carro de apoio, usando, assim com Shimpei um “camel-back”, tornando ainda mais difícil o desafio. Mesmo com tantos contra tempos, Dicler cruzou a linha de chegada com 8 horas e 35 minutos, um excelente resultado em tão difícil prova. Já minha prova (Roberto César Cianfarani), classifico como satisfatória, alcançando meu objetivo maior antes da largada, completar os 75 km antes de 7 horas, algo que não havia conseguido nas edições anteriores. Na primeira edição de 2010, consegui finalizar a prova em 7 horas e 05 minutos, sendo minha melhor marca, uma prova marcada por muitas câimbras desde a metade da metragem total. Para alcançar tal objetivo, contei com um apoio essencial, meu irmão Pedro Luiz, que abriu mão de participar do evento para me auxiliar durante toda prova, para que não me faltasse nada e assim abaixasse das 7 horas, mesmo que alguns segundos. Iniciando num ritmo mediano, tinha convicção de que independente do ritmo, os últimos 30 km não poderia deixar o ritmo cair bruscamente, algo que havia ocorrido em todas as edições anteriores que participei. A praia de Boracéia, que abrange o km 35 ao 45, é sem dúvida um trecho importantíssimo, que pode afetar o rendimento de qualquer atleta. Nesse momento da prova, as pernas já se encontram cansadas e enfrentar quase 10 km de praia pode afetar ainda mais as já desgastadas panturrilhas. Encontrando meu irmão sempre que possível, suplementando a todo momento, fui seguindo em frente, mantendo um excelente ritmo, engolindo pouco a pouco a quilometragem. Quando ingressei no último trecho, Pedro me incentivou ainda mais, dizendo que o ritmo estava ótimo, completando que me encontraria no final da subida, para descermos juntos e finalizarmos os 75 km. Sem perceber a tão temida subida, corri por quase todo tempo, caminhando pouquíssimas vezes, encontrando meu irmão no ápice da serra. Em sua companhia, descemos em alta velocidade, ultrapassando alguns corredores solo que também desciam. Em nenhum momento da prova olhei para o relógio. Ao se aproximar da linha de chegada, Pedro me deu os parabéns, me informando que acabara de concluir meu objetivo e alem de abaixar das 7 horas havia alcançado a excelente marca de 6 horas e 37 minutos, ocupando uma honrosa 9ª colocação geral. Parabenizo a todos os atletas que estiveram no evento, tanto no revezamento quanto os incansáveis e corajosos ultramaratonistas, por toda amostra de valentia e perseverança, em mais um evento que engrandece nosso esporte. Muito obrigado Pedro, pela força e dedicação, certamente retribuirei na segunda etapa deste ano.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Nosso Mascote Acaba de Nascer


Assim como todo grupo desportivo possui um símbolo representativo, os “ultra loucos” também arrumaram um mascote para estar presente nas ultramaratonas pelo Brasil. A idéia foi disponibilizar em nossas camisetas e blog um logotipo que representasse nossos ideais sobre essa modalidade que tanto amamos. O nome “ultra loucos” vem do quanto somos loucos pela ultramaratona, buscando desafios extremos a nossos corpos, mesmo que as vezes alguns desses desafios cheguem a ser quase impossíveis de serem executados. Nosso mascote será um camelo, animal perseverante e resistente, que mesmo sem ter a velocidade como sua principal característica, resiste a altas temperaturas durante grandes distâncias. O símbolo a ser escolhido estava entre “o camelo” e o personagem de desenho animado “pica pau biruta”, botando nosso grupo de amigos corredores em uma votação, tendo o primeiro como vencedor. O responsável pela criação do desenho vencedor foi José Boin Neto, publicitário e maratonista, que conseguiu encaixar num desenho, um animal tão valente e resistente, como todo ultramaratonista. Que seja bem vindo nosso mascote!!!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

100 KM da Praia Grande


Os indícios da semana antecedente aos 100 km da Praia Grande foram confirmados no dia da prova. A alta temperatura com um céu aberto, totalmente sem nuvens, foi concretizado durante quase todo tempo nas 250 voltas a serem cumpridas na pista de atletismo no litoral sul paulista. Aquilo que já seria difícil sem muito calor, percorrer 100 km antes de 12 horas, tornou-se ainda mais complicado, exigindo ainda mais dos super-atletas que buscavam a conclusão da prova. A prova contou com as categorias duplas e quartetos, revezando entre as equipes, apimentando ainda mais o ritmo da categoria solo.
A prova foi vencida por Vanderley Pereira, com 8 horas e 7 minutos. Lutando pela segunda colocação, Sinval Moreira e Mauro Rosa travaram uma bela batalha. No final, as pouquíssimas paradas de Sinval fizeram a diferença, conquistando o segundo lugar, deixando para Mauro a terceira colocação. Na categoria feminino, nenhuma atleta conseguiu percorrer os 100 km, tendo Maria Claudia Souto a maior distância percorrida nas 12 horas limite de prova, percorrendo 95,6 km.
Os “ultra loucos” que lá estiveram se esforçaram ao máximo em busca da conclusão, mas não sendo possível completa-la, valendo o reconhecimento pessoal do esforço como recompensa. Dicler Agostinetti lutou até o fim, permanecendo todo tempo na pista, travando mais uma batalha com seu maior inimigo, o calor. Mesmo sem completar os 100 km, ele venceu essa batalha, pois em nenhum momento deixou a alta temperatura lhe obrigar a sair da pista, tendo 85 km de distância percorrida na décima segunda hora. Pedro Luiz (meu irmão) mostrou mais uma vez valentia, levantando-se de queda de rendimento, correndo contra o relógio, em busca da conclusão. Quase seu objetivo foi cumprido, percorrendo 92 km em 12 horas. Já minha prova foi algo totalmente frustrante, deixando um gosto amargo em minhas perspectivas. Com meu tradicional começo de prova lento, ocupava as últimas colocações dos inscritos. Com o passar do tempo, o calor aumentava, o ritmo dos adversários caia e o meu permanecia, ganhando pouco a pouco importantes colocações. Ao completar 6 horas de prova, havia percorrido quase 60 km, ocupando a décima primeira colocação. Sem sentir um desgaste preocupante, mantive o mesmo ritmo na sétima hora, quando parei para urinar, levando um grande susto. Um forte ardor no canal urinário, me levou a procurar imediatamente meu amigo Dicler Agostinetti, médico de profissão. Me questionou se alem do ardor a urina estava escura, que indicaria um futuro problema renal. No momento a cor realmente estava clara, mas na volta seguinte, resolvi tirar a limpo, parando novamente no sanitário, verificando que minha urina estaria cor de “coca-cola”. Dicler verificou a cor e me aconselhou a abandonar a prova imediatamente. Era como escolher entre meu orgulho de corredor e buscar um lugar entre os 5 primeiros ou meu indispensável rim. Era o fim da minha prova. Abandonei a prova totalmente inteiro, sem dores musculares, câimbras, ou minhas famosas quedas de pressão. Tive que por a razão na frente da emoção. Parabéns a todos que estiveram presentes nesse desafio tão duro e desgastante. Certamente alem de valentes, estamos dando um importante incentivo a esse esporte que tanto amamos, a ULTRAMARATONA. Até a próxima!!!!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Está cheagando a hora - 100 km da Praia Grande

A poucos dias da 1ª ultramaratona 100 km da Praia Grande, litoral paulista, organizada pela Ultrarunner, os atletas finalizam seus treinos, recuperando seus corpos, no objetivo de estar 100% no dia da prova. Muitos atletas não tiveram o tempo necessário de recuperação e preparação, vindo de algumas provas desgastantes recentemente, como as 50 milhas de Campinas e as 24 horas da Aman, ambas no mês de março. A prova no litoral paulista será realizada nesse próximo sábado, dia 17 de abril, com largada às 7 horas da manhã, tendo o tempo limite de 12 horas para conclusão dos 100 km, que serão percorridos em uma pista de atletismo. Assim como no tênis, onde cada tenista tem seu tipo de piso de quadra preferido, na ultramaratona não foge a regra. Existem atletas que preferem provas em pista de atletismo, alguns gostam de provas na areia da praia, outros em terra batida com pedras, estradas e ruas de asfalto também estando no cardápio. Particularmente falando, classifico a prova em pista de atletismo como a mais difícil a ser percorrida, onde o estresse psicológico pode derrubar qualquer atleta, tendo a mesma visão durante todo tempo. A corrida em curva também é um forte determinante que pode dificultar a prova, sobrecarregando as “panturrilhas”, prejudicando os últimos quilômetros. Os atletas da “Ultraloucos” também estarão presentes nessa ultramaratona, prestigiando o evento, alem da busca pelo melhor desempenho pessoal de cada um. Vindo de uma recuperação de uma lesão provocada no fim de janeiro na Brazil 135 Ultramarathon, Dicler Agostinetti busca a conclusão dos 100 km dentro das 12 horas, levando em sua bagagem muita experiência adquirida nos últimos 4 anos de muita ultramaratona. Já José Antonio Parreira, ainda não tem sua participação garantida, se recuperando de uma implosão de cálculos renais, em meados de março, esperando a véspera da prova para ver se terá condições de enfrentar o desafio. Pensando nas provas mais longas nos próximos meses, meu irmão Pedro Luiz, pretende usar a prova como preparação em seus objetivos, como as 24 horas dos Fuzileiros Navais e Campinas e principalmente a Brazil 135 Ultramarathon, de 2012. Já este que escreve, pretende fazer uma prova tranqüila, sem causar muito estrago no corpo, objetivando a ultramaratona Bertioga-Maresias, no fim de maio. Independente de cada objetivo, é certo de que todos os atletas vão dar o máximo, buscando cada metro como fosse o último, entusiasmando e agitando a prova, que promete ser mais uma grande prova em nosso calendário. Boa sorte a todos.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Ultra Desafio 50 Milhas de Campinas


Castigando de forma intensa a musculatura, aproximadamente 50 ultramaratonistas encararam no último sábado, dia 19 de março, o 1° “ultra desafio 50 milhas decathlon”, realizado na cidade de Campinas. O evento possuía também a categoria revezamento, onde quartetos e duplas percorriam o mesmo dificílimo trajeto em que os ultramaratonistas corriam. A prova foi muito difícil, o percurso era composto de estradas de terra e trilhas, ambas com longuíssimas subidas de alta inclinação. A prova foi vencida por Vanderley Pereira, que concluiu os 80 km em 7 horas e 08 minutos, conquistando mais uma vitória para sua coleção. Vanderley foi seguido por Mauro Rosa, segundo colocado, com o tempo de 8 horas e 02 minutos e Agnaldo Sampaio, com o tempo de 8 horas e 17 minutos na terceira colocação. No feminino, a prova foi vencida por Maria Claudia Ferreira Souto, com o tempo de 9 horas e 39 minutos, seguida por Naoko Kuriyama com 10 horas e 11 minutos de prova. A terceira colocação foi dividida entre Maria das Graças Bernardino e Regina Gastaldo, terminando juntas, ambas com 12 horas e 25 minutos.

Nosso grupo de corredores esteve presente nesse duro desafio. Shimpey Sunaga e Eduardo Fujii, mesmo sem uma preparação antecedente indicada a tal prova, inscrevendo-se na última hora, ingressaram no desafio, objetivando cruzar a linha de chegada antes das 15 horas permitidas. Os dois atletas contavam com o auxilio de Dicler Agostinetti, que conduzia o carro de apoio, levando os suplementos necessários. Correram próximos durante quase toda primeira metade da prova, quando Shimpei Sunaga, não resistindo as terríveis subidas, abandonou a prova, deixando Eduardo Fujii solitário para seguir em frente. Assim como Shimpei e Eduardo, meu irmão Pedro Luiz e eu (Roberto César) também contávamos com o mesmo carro de apoio para nos dar suporte. Esse carro era conduzido por Sidnei Cianfarani, nosso pai, que com toda boa vontade do mundo foi nos incentivar e dar apoio. Fomos com o mesmo carro de apoio e objetivos, o de fazer uma boa prova, segura, no melhor tempo possível. No fundo, confesso que fui pensando em ocupar um lugar entre os 5 primeiros colocados, algo que quase foi alcançado, mas que escapou nos últimos quilômetros. Meu irmão e eu corremos juntos os primeiros 10 kms, no mesmo ritmo. Logo em seguida aumentei o ritmo, deixando Pedro um pouco para trás, buscando meus objetivos pessoais. Quanto mais passava o tempo, mais aumentava a distância entre nós dois, dificultando o trabalho do nosso pai, de levar os suplementos, deixando-nos durante muito tempo sem nada para consumir. As vezes Pedro pegava algumas coisas com Dicler, que acompanhava Eduardo e Shimpei, por estarem próximos. Lutei durante toda prova por um lugar ao podium, ocupando a quarta colocação por um período, entrando e saindo da zona de premiação por várias vezes até o último trecho, quando entramos numa parte onde os carros não passavam, perdendo qualquer tipo de auxilio dos carros de apoio. Esse trajeto tinha aproximadamente 8 km de distância, até a linha de chegada. O único auxilio que recebi, foi dos atletas que disputavam colocações comigo, como Adão Miranda, que vendo meu péssimo estado deu-me água e assim que cruzou a linha de chegada pediu para a organização da prova levar-me algo para comer e beber. Assim, após comer algumas bolachas salgadas e um isotônico, conclui a prova em 9 horas e 02 minutos, em oitavo lugar. Pedro e Eduardo lutaram até o fim, deixando as dores musculares e câimbras de lado, aumentando o ritmo no último trecho, concluindo a prova. Ocupando a 17° colocação, Pedro finalizou a prova com o tempo de 10 e 25 minutos. Já Eduardo, 21 minutos depois, cruzou a linha de chegada na 20° coloção, com 10 horas e 46 minutos. Foi mais um desafio concluído, após muitas horas difíceis, alcançando subidas incríveis, onde o maior objetivo foi alcançado, enfrentar uma longa distância, em inclinações altíssimas. Parabéns a todos que participaram, tanto no auxílio (Dicler, Patrícia e Sidnei), quanto os que correram... mesmo se não completaram, mas enfrentaram o desafio de frente. Quanto o meu lugar entre os cinco primeiros...fica pra próxima!
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