domingo, 7 de junho de 2015

Ultramaratona Bertioga Maresias 2015 - Mais um desafio a ser vencido!

Quando o relógio marcou 6 horas da manhã do dia 30 de maio de 2015, foi dada em frente ao forte na praia da Enseada, em Bertioga, a largada da categoria solo de mais uma etapa da Bertioga Maresias, prova já consagrada do litoral paulista. O céu estava aberto, prometendo um visual maravilhoso no litoral norte de São Paulo, alem de uma temperatura relativamente alta. Somando masculino e feminino, estavam inscritos aproximadamente 100 participantes, com vários atletas já experientes na prova, com muitos atletas da Nova Equipe, liderados pelo treinador Emerson Bisan, 13 atletas ao todo, deixando as praias do litoral norte azul. As demais largadas, dos trios, sextetos e octetos teriam um intervalo de tempo entre um e outro, necessidade do trânsito na Rodovia Rio Santos, que nos anos anteriores sofria com congestionamento pelos carros de apoio da prova, prejudicando ainda os turistas frequentadores das praias que a prova passava. A categoria solo foi vencida por Tales Camargo, fechando os 75 km em 6 horas cravadas, vencendo pela primeira vez a corrida. O interessante na vitória de Tales, foi que no meio da semana, em mensagens trocadas com o treinador Emerson Bisan frisou que terminaria a prova exatamente em 6 horas, concretizando sua afirmação com a vitória. A segunda colocação ficou com o brilhante Paulo Fonseca, esteve entre os melhores em mais uma edição do evento, sendo bi campeão em edições anteriores. No feminino, sem muitas novidades, Maria Claudia Souto venceu mais uma vez, fechando a prova em 6 horas e 51 minutos, terminando mais de uma hora na frente da segunda colocada. Entre os atletas da Nova Equipe, destaca-se Eliseu Godoy, que terminou a prova em 15º lugar geral masculino e segundo lugar na categoria acima de 40 anos. Pouco a pouco, os atletas da Nova Equipe foram completando os 75 km, dando um show na Bertioga Maresias com o grande número de atletas solo a completar a prova. Pra finalizar, minha participação na prova, considero satisfatória, sem muitas surpresas, imprimindo um ritmo regular durante todo percurso. Sem muita confiança nos dias antecedentes a corrida, resolvi não arriscar no ritmo, traçando a estratégia de sair mais lento com relação as edições anteriores, na expectativa de não sofrer com as dores em meu calcanhar esquerdo, que me atormenta a mais de um ano. Buscava manter o ritmo do início ao fim, fator que se cumprisse me dariam várias colocações na classificação geral. Em edições anteriores, por várias oportunidades, imprimi um ritmo forte, sofri com o desgaste e fiquei pelo caminho. Na realidade, não tinha nada a perder na prova. Contava com o super apoio do meu irmão Pedro Luiz Cianfarani e do amigo Ronaldo Marletta, atletas experientes que tinham a missão de auxiliar minha prova, na parte de suplementação, motivação e demais necessidades durante a corrida. Botei em prática a estratégia traçada, tendo muita paciência pra manter o ritmo, que no início parecia estar muito fraco, mas com o passar do tempo se tornara ideal para completar os 75 km. A suplementação foi cumprida a risca com o plano pré prova, consumindo tudo que havia sido pré estabelecido, dando ênfase na hidratação, muito importante nessa modalidade. Tudo estava correndo como o esperado, mantendo um ritmo linear, passando por todas as praias a serem vencidas, chegando finalmente na serra de Maresias, parte final da corrida. Um pouco antes da metade da serra, recebi a informação de um staff da prova que ocupara a 4º posição geral masculina e que o 3º colocado estava logo a frente, em difíceis situações físicas. Procurei não me empolgar, pois sabia que tinha muita prova pela frente, afinal, o que viesse seria lucro, pois em nenhum momento um pódium passou pela minha cabeça. Na sequência, fui ultrapassado por um atleta que estava num forte ritmo impossível de acompanhar naquela altura. Ao iniciar a descida da serra, ultrapassei o atleta citado pelo staff, ocupando na minha cabeça a 4ª colocação. Saindo na praia de Maresias, já avistava a linha de chegada, sentindo a sensação de meta alcançada, tendo ainda a expectativa de ficar entre os 5 primeiros. Ao cruzar a linha de chegada, fui anunciado pelo narrador como o 5º colocado, explodindo meu coração, de enfim terminar tal prova entre os 5 melhores. Mas quando estava entregando o chip, fui informado que havia ficado em sexto lugar, 1 minuto e 40 segundos atrás do 5º colocado. Minha alegria era a mesma, pois em momento algum antes de começar a prova passou pela minha cabeça em ficar entre os 5 primeiros, mas sim em fazer uma prova regular, num só ritmo, curtindo o visual e os muitos amigos. Meta alcançada... No fim da contas, fiquei em 6º lugar geral masculino, 1º na categoria de 00 a 39 anos, uma colocação honrosa devido aos excelentes atletas que disputavam a prova, com 6 horas e 44 minutos. Agradeço ao meu apoio, Pedro Luiz Cianfarani e Ronaldo Marletta, por toda ajuda durante toda corrida, vocês foram demais. Agradeço e parabenizo aos meus companheiros de equipe da Nova Equipe, tanto da categoria solo, quanto do revezamento, uma equipe de atletas de respeito, guerreiros que não desistem nunca. Parabéns a todo aquele que esteve presente, de alguma forma em mais este desafio. Obrigado Senhor Jesus, o único caminho pra salvação, aquele que me conduz pelas veredas dessa vida!

quinta-feira, 4 de junho de 2015

10 Milhas de Ribeirão Pires: Aventura e conquistas!

Domingo, dia 30 de maio de 2015, numa manhã nublada, chuvosa e fria, realizou-se a Prova 10 Milhas Trilheira de Ribeirão Pires, um dia após Roberto Cesar Cianfarani (Beto), irmão do nosso querido Pedrinho ter conseguido a sexta colocação no geral e primeiro lugar na categoria da Ultramaratona de Bertioga-Maresias. Sem dúvida serviu-nos de estímulo para a realização desta prova que apesar de curta, tinha obstáculos com subidas e descidas íngremes, muita lama, buracos, pedras, além de chuva e frio. Participaram dessa jornada a Dora, que obteve o terceiro lugar na categoria, de forma incansável. Melina e Tati, primeira e segunda colocadas, respectivamente, em suas categorias, conseguidas com muito esforço e dedicação. Foram brilhantes. Também estiveram presentes, Edu, que mesmo não conseguindo treinar muito, correu MUITO. Léleo sempre numa ascendente constante. Patrícia, voltando a correr muito bem, como nos velhos tempos. Andréa e Zé Carlos também terminaram a prova de forma exemplar e um parabéns especial para eles porque um dos amigos, o nosso querido Shinpei, acabou se machucando (teve uma torção de tornozelo) e eles ficaram com ele até que fosse socorrido pela organização da prova. Felizmente ele está bem e logo voltará a treinar conosco. A nossa querida amiga Luiza também esteve presente e optou por não correr devido ao mau tempo, pois vinha se recuperando de uma forte gripe. Ao mestre Agnaldo nosso muito obrigado. Este que vos fala, eu mesmo, Dicler, também correu mantendo um ritmo cadenciado e constante. Terminei bem. Apesar da desorganização dos organizadores da prova deu pra alegrarmos o fim de semana, com muita aventura e conquistas!

domingo, 24 de maio de 2015

Ultramaratona 12 horas de Piracicaba - Bem organizada e elogiada!

Se o objetivo principal do quinteto Ultalouco era participar de uma nova prova, que fosse bem organizada e propusesse ao participante condição de fazer seu melhor, podemos afirmar que ultrapassaram as expectativas, voltando de Piracicaba com a certeza que a ultramaratona 12 Horas, promovida pela Gaia Esportes, é uma prova que certamente nasceu para ser grande e que veio para ficar. As palavras de meu irmão, Pedro Luiz, é que o evento foi muito bem organizado, sendo oferecido tudo que havia sido anunciado nas informações pré-inscrição. Realizada num percurso de 1200 metros, no parque Rua do Porto, muitos alimentos e suplementos foram oferecidos durante toda prova, alem de massagem a todos os atletas e muito respeito e atenção. O clima favoreceu, com temperatura amena, esquentando apenas um pouco por volta do meio dia, poupando os atletas. Com tudo impecável em estrutura, só faltava os atletas representarem na pista e fazerem sua parte, buscando seus melhores nas 12 horas de prova. A curiosa vitória ficou com Ricardo Stefano, que chegou atrasado na prova, com todos os atletas a sua frente, pressionando-o a não poder errar o ritmo, nem muito fraco e nem muito forte, mas na medida, para dar resultado no final. E foi o que aconteceu, após uma prova consistente e homogênea, ocupando Ricardo Stefano a liderança na ultima hora, vencendo as 12 horas de Piracicaba. Meus amigos ultraloucos foram com o simples objetivo de rodar tranquilamente, fazer uma prova serena e ver nas últimas horas o que seria possível na busca por colocações. Ambos saíram de Piracicaba com premiações em suas categorias, subindo no Podium e colocando em seus currículos mais uma credencial. Dicler Agostinetti venceu a categoria 50 a 59 anos, mais uma vez liderando sua categoria, dando indícios que está bem fisicamente para as demais provas desse ano. No mesmo embalo, Lelio Esteves também chegou na frente, vencendo a categoria 60 a 69 anos, a cada prova evoluindo na modalidade. Outros dois que também ocuparam lugar de destaque foram Bruno Bolt Almeida e José Antonio Parreira, segundo e terceiro colocados respectivamente, na categoria 40 a 49 anos. Já Pedro Luiz Cianfarani, após meses com problemas no tornozelo, decorrência dos treinos da Br 135+ em janeiro, estava receoso, sabendo que para buscar uma boa posição na prova deveria superar muita dor. Após três horas de prova, Pedro pensou em desistir, devido suas dores aumentar cada vez mais. Mas ao observar que vinha crescendo na classificação, resolveu pagar o preço para buscar por um lugar no podium, a cada hora melhorando uma posição, conseguindo ocupar a 5ª colocação geral masculina, vencendo a dor e sendo premiado por isso. Parabéns a todos que estiveram em Piracicaba, buscando pela vitória, por novas provas ou apenas por divertimento e superação, todos são verdadeiros guerreiros, que representam essa louca modalidade, a ULTRAMARATONA!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Movimentando o mundo das corridas

Após meses sem escrever, voltamos a relatar o que os ultraloucos enfrentaram e enfrentarão daqui pra frente, buscando superar as últimas trágicas provas, mal organizadas, que renderam muita dor de cabeça aos organizadores. É justamente nesse ponto que começo esse relato, frisando a necessidade que nós, ultraloucos, estávamos em buscar por provas diferentes, outras organizações, com formato diferente, uma variada no cenário. Embarcando nesse ponto, Pedro Luiz Cianfarani, Dicler Agostinetti, José Antonio Parreira, Leleo Esteves e Bruno Bolt vão encarar às 12 Horas de Piracicaba nesse fim de semana, que será realizada no parque da rua do Porto, prova que eles ainda não participaram, uma novidade para o quinteto. A busca nesse tipo de prova, como de costume, é se aproximar ou se possível ultrapassar a marca de 100 km, cada um brigando com seus limites, acima de tudo demonstrando muita garra, “beliscando” sempre um lugarzinho no podium. A prova terá categorias solo de 6 e 12 horas, alem de duplas, quartetos e octetos, deixando o ritmo mais intenso e a pista mais dinâmica. Também nesse fim de semana, será realizada a Ultramaratona das Keys 2015, na Flórida, EUA, onde Vanderley Pereira e Regina Gastaldo estarão participando, Vanderley na categoria 160 km e Regina na categoria 50 km. Vanderley, como de costume, tem grandes chances de voltar com a vitória. No último sábado, dia 09 de Maio, enfrentei uma prova diferente, que nunca havia participado, nas estradas de terra de Taiaçupeba, distrito de Mogi das Cruzes. O nome da prova era “o rei da montanha” e ainda era noturna, obrigando a todos os atletas usarem lanternas de testa, que não iluminavam muito, mas já ajudava um pouco. O percurso tinha alguns pontos de lama, que dificultavam as subidas e descidas. Foi minha primeira prova representando a Nova Equipe, assessoria esportiva que estou trabalhando. Fomos a equipe com maior número de participantes, recebendo pelo segundo ano consecutivo o troféu, liderados pelo treinador Emerson Bisan, que alem de treinador é um experiente maratonista e ultramaratonista. A prova tinha as distâncias de 3, 7, 14 e 21 km. Por fim, ainda consegui terminar os 21 km em terceiro lugar, para minha surpresa, tirando toda diferença que os outros atletas colocavam nas descidas, puxando nas subidas, dando certo no final. Ainda em Maio, estamos nos preparando para encarar os 75 km da Bertioga Maresias, no litoral norte de São Paulo. A Nova Equipe vem com 16 atletas na categoria solo, entre eles Emerson Bisan, Tomiko Eguchi, Luis Fernando Martins, entre outros, todos buscando alcançar a linha de chegada em Maresias, curtindo o visual belíssimo e se divertindo muito, numa grande festa. Alem dos atletas da categoria solo, a Nova Equipe terá vários atletas nos trios, sextetos e octetos, deixando as praias do litoral Norte totalmente azul. Pra fechar, desejo a todos que vão participar da Maratona Internacional de São Paulo nesse domingo, dia 17 de Maio, muita luz, prudência e força de vontade, o treino foi feito e espero encontrar todos na linha de chegada. Que Deus ilumine cada passo de cada participante, que acima de tudo, todos cheguem saudáveis, alcançando seus objetivos!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Br 175 - Entre erros e acertos

Diante as chuva de reclamações quanto a organização da prova da Brazil 135+, ou Br 175, como já está sendo chamada, fica aqui a posição deste que escreve nesse blog, por amor a este esporte que praticamos e defendemos. Quando participamos de um evento, seja ele qual for, o atleta quer conquistar seus objetivos, em diversas dimensões, preparando-se para encarar aquilo que o desafio exige. Abrimos mão de vários fatores em nosso dia a dia, como fim de semana, companhia da família, almoços semanais, entre outras coisas, para treinarmos da melhor forma possível e alcançar o sucesso pessoal. A Brazil 135, diante sua história, vem sido conhecida pela sua extrema dificuldade para ser concluída, onde cada atleta para superar as intermináveis subidas eleva seus corpos ao extremo do extremo, virando madrugadas, encarando as situações climáticas, alem dos aclives e declives. Quando alguém cria coragem para enfrentar essa famosa prova, tem uma pequena consciência do intenso treinamento, físico e mental, que deverá ter para chegar até a linha de chegada. O valor da inscrição é outro fator que sensibiliza quem participa do evento. Uma prova que cobra mais de mil reais para participar de seu evento, leva ao inconsciente de cada atleta, de que teoricamente espera-se uma estrutura mínima, para suprir as necessidades do evento. Quanto mais se é dado, mais será cobrado. Os atletas participam da prova por livre e espontânea vontade, pagando o alto valor por opção, em querer pagar o preço, tudo para superar essa prova tão desafiadora. O mínimo que se espera é uma boa organização, para fazer jus ao preço pago. O valor da inscrição, como é divulgado pelos organizadores, é doado a instituições carentes. Mas isso não tira a responsabilidade dos organizadores de dar a mínima estrutura aqueles que pagaram tais inscrições. Erros podem acontecer, como aconteceram na edição inaugural dos 281 km de 2015. Entender tais erros seria sinônimo de grandeza por parte dos atletas, mas críticas construtivas somente acrescentariam na evolução da prova, para nas próximas edições, não aconteçam e o atleta não tenha álibi para se justificar. As redes sociais viraram campo de batalha aos que foram contra e aos adeptos da prova, perdendo a educação, com discussões intermináveis, mensagens agressivas, acusações, levando aos organizadores cancelarem sua página no facebook. Os atletas devem ter mais educação nas críticas e os organizadores devem ser mais humildes e admitir seus erros. Quanto ao episódio da atleta que ganhou a categoria feminina e foi desclassificada por ter dado a mão ao seu marido durante uma foto, destaco como extremamente trágico. Passei pela mesma situação em 2013, onde muitos atletas mandaram suas reclamações a prova para me desclassificar, devido estar no regulamento a proibição de contato físico do atleta com qualquer pessoa. Se está no regulamento, ela e eu desrespeitamos a regra, logo devemos ser penalizados. Uma coisa foi fato, ela venceu a categoria feminina, e tal desclassificação não mancha a vitória dela, mas sim a prova. As regras da prova devem ser revistas, para não ter tal situação e destruir a história construída durante tantos anos pelo evento. Muitos atletas quebram outras tantas regras, durante toda prova, onde muitas vezes os organizadores ficam sabendo e nada é feito. A regra deve ser para todos, independente do país que o atleta vive ou grau de amizade.  Que nós, atletas, venhamos ser mais compreensivos... e vocês, organizadores, sejam mais profissionais, respeitem os atletas que pagam por essa inscrição tão cara e que querem apenas alcançar seus objetivos.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

VENCENDO TODAS AS DIFICULDADES

Superando todas adversidades, dificuldades e principalmente, as novidades, Marco Aurélio Farinazzo sagrou-se o primeiro atleta a vencer a Br175. Grandes nomes estavam no páreo, mas a soma de dificuldades foi eliminando pouco a pouco, um por um, deixando o caminho livre para esse incrível atleta, que já havia vencido a antiga Br135 e também a tão falada Bad Water, prova de 217 km realizada nos EUA. Aproveitando o clima fresco da largada, como inovação seria noturna, os atletas que buscavam diretamente pela vitória usaram a baixa temperatura para imprimir um forte ritmo, buscando abrir uma diferença para administrar no dia seguinte. Mas ninguém esperava pela altíssima temperatura que faria no dia seguinte, afetando a grande maioria dos atletas, deixando muitos pelo caminho. Se guardar para a segunda madrugada, certamente foi uma excelente estratégia utilizada, dando aqueles que a utilizaram condições vivas de concluir os 281 km dentro das 60 horas estipuladas pela organização da prova. Após 41 horas e 43 minutos de prova, superando pouco a pouco as terríveis subidas, inclusive a tão falada Serra de Luminosa, Marco Aurélio Farinazzo, colocou mais uma vez seu nome na história da ultramaratona brasileira, ao vencer os 281 km da Br175, conquistando a vitória ao chegar na cidade de Campos do Jordão. O segundo colocado foi Eduardo Calixto, bi-campeão da extinta Br135, com o tempo de 46 horas e 02 minutos. O terceiro colocado foi Reinaldo "Tubarão" Bassit, após 48 horas e 56 minutos. Dos atletas que citei em textos anteriores, amigos que correriam a Br175, devido a bagunça ocorrida no final da prova, com mudanças de linha de chegada, má sinalização e etc, não descreverei suas participações, mas dou os parabéns a todos, desde aqueles que ficaram pelo caminho(meu caso) até aqueles que venceram as inimagináveis adversidades e chegaram até a linha de chegada estipulada. O único que descreverei será Pedro Luiz Cianfarani (meu irmão), que bravamente fez uma corrida cautelosa, se poupando no inicio, mantendo o ritmo durante todo tempo. A única vez que ele fez uma grande parada para dormir foi quando chegou em Paraisópolis, com 38 horas de prova, 217 km rodados. Sua parada durou por volta de uma hora, dormindo um pouco, recuperando sua energias, seguindo em frente, na busca pela tão temida Serra de Luminosa. Como já citei, a prova nos últimos 40 km virou uma bagunça, onde a organização da prova acabou mudando a linha de chegada, cortando alguns km. Pedro foi impedido de seguir com sua prova quando faltavam aproximadamente 9 km, com 52 horas de prova. Conhecendo meu irmão como conheço, tenho certeza que se faltassem mais 100 km, certamente ele seguiria sua corrida até cruzar a linha de chegada. Na classificação divulgada pela organização da prova, Pedro aparece com a 11ª colocação dentre os 100 atletas inscritos. Parabéns meu amado irmão, por mais essa prova de extrema valentia. Dentre erros e acertos, parabenizo a todos vocês, que enfrentaram todas essas dificuldades, sem abaixar suas cabeças, levando seus corpos e mentes ao extremo. Obrigado senhor Jesus, por todo esse aprendizado, uma grande lição a cada km de todo caminho... Tu és o caminho, a verdade e a vida!

domingo, 25 de janeiro de 2015

Br 135+ - Novos desafios a serem superados

Uma situação nova, normalmente, pode trazer uma certa apreensão para aquele que a vai enfrentar. A imaginação corre solta, na busca por saber como será tal situação. A Br 135+ não foi diferente, onde a distância foi alterada de 217 km para 281 km, tendo o percurso semelhante ao anterior, porém acrescentado teoricamente mais 64 km, no qual era anunciado por aqueles que conheciam o novo local como algo imensamente difícil, superando as dificuldades do trajeto tradicional já conhecido. Uma outra novidade na prova era o horário de largada, não sendo mais às 8 horas da manhã, mas sim às 20 horas, enfrentando de cara uma madrugada. A mudança de horário foi algo pouco observado pelos atletas, que se preocuparam em sua maioria com o aumento da distância e na necessidade de não chegar exausto nos 64 km do novo percurso. Se por um lado a largada seria com um clima fresco e sem a presença do sol, por outro lado, a maioria dos atletas estariam muitas horas acordados, devido a ansiedade pelo desafio, impedindo aqueles que acordaram pela manhã e aguardaram ansiosos pela hora da largada. Estava aí a certeza que a nova Brazil 135 Ultramarathon, que agora se tornara Brazil 175, seria uma outra realidade para aqueles que a enfrentariam. Se antes era algo difícil, agora seria extremamente difícil, onde a estratégia seria extremamente importante para aqueles que desejavam cruzar a linha de chegada antes das 60 horas.