quinta-feira, 21 de março de 2013

Ultradesafio 50 milhas - Campinas


Ratificando a boa fase, Eduardo Calixto faturou mais uma prova em 2013, dessa vez as 50 Milhas Decathlon de Campinas, organizada pela Ultra Runner Eventos. Mesmo com um forte mormaço, as nuvens contribuíram para uma temperatura tolerável aos atletas que lá estavam. Calixto, após vencer a Brazil 135 Ultramarathon no final de janeiro, entrou na prova realizada no último sábado, dia 16 de março, considerado grande favorito por aqueles que lá estavam, para vencer as 50 milhas de muitas subidas e descidas do trajeto. Após 7 horas e 15 minutos, Eduardo Calixto cruzou a linha de chegada, comemorando muito a vitória, após uma dura disputa com Vanderley Pereira, vencedor da edição de 2011, que desta vez ficou na segunda colocação com o tempo de 7 horas e 34 minutos. Harry Serrão, após toda prova ocupar as primeiras posições chegou em terceiro lugar, seguido por Áureo Adriano em quarto e Oraldo Romualdo, campeão do ano passado e recordista da prova, com o tempo de 6 horas e 45 minutos, em fechando o pódio masculino, em quinto lugar. Vale destacar, que Oraldo chegou atrasado, largando 25 minutos depois que os demais, imprimindo um forte ritmo no início, pensando em uma possível recuperação, comprometendo totalmente o andamento do restante da prova, mesmo assim chegando entre os cinco primeiros. Agnaldo Sampaio, após um forte início de prova, acabou abandonando a corrida por volta do km 60, poupando-se para as próximas provas do calendário nacional, usando o trecho percorrido como um excelente treino. Os ultraloucos estiveram presentes no evento, com Pedro Luiz Cianfarani, Dicler Agostinetti e Gecier Gomes, auxiliados por José Antônio Parreira, no carro de apoio. Após correrem juntos por boa parte da prova, Pedro Luiz acabou deixando seus dois amigos um pouco mais atrás, sendo auxiliado por outros carros de apoio que passavam por ele, na hidratação e alimentação, abaixando 25 minutos de seu tempo de 2011, fazendo 10 horas cravadas. Quase todo tempo juntos, Dicler e Gecier, cruzaram a linha de chegada de mãos dadas, comemorando a conclusão de mais uma ultramaratona no currículo, em 11 horas e 06 minutos. Quem também esteve na prova foi Regina Gastaldo, com seu carro de apoio composto por sua filha e outros familiares, superando as dificuldades do trajeto, terminando a prova com 11 horas e 56 minutos. Também participei da prova (Beto Cianfarani), motivado por dar a volta por cima após uma br 135 catastrófica. Mesmo treinando muito, e seguindo a estratégia da equipe, composta por Aroldo Costa Neto, Aroldo Costa Filho, Rogério Astolpho Perez e Luccas Arruda, mantive um início de prova cauteloso, segurando o ritmo, perdendo um pouco o contato com os primeiros colocados. Após percorrer metade da prova, percebendo o forte desgaste me engolindo, fui redirecionando minhas metas para aquela prova que tanto gosto, verificando que chegar entre os primeiros não seria possível. Minha equipe de apoio foi fantástica, me auxiliando em tudo que precisei. Após uma dolorosa reflexão, resolvi que não iria abandonar a corrida, mesmo que não tivesse mais chance de nada, dedicando cada passada a Jesus, aquelas passadas que estavam cada vez mais dolorosas pelas câimbras que me acompanharam depois do km 50. Mas o que seria aquelas dores por aquele que se sacrificou para me salvar? Nada... Terminei a prova em 9 horas e 17 minutos, após muito esforço! Parabéns aos que lá estavam, levando seus corpos ao extremo! Até a próxima.

segunda-feira, 4 de março de 2013

50 Milhas Decathlon de Campinas 2013 - Certeza de fortes emoções!


Aproximando-se de mais um desafio, este que tanto gosto, prova principal de meu calendário, às 50 milhas Decatlon de Campinas chega como uma das primeiras provas do ano, organizada pela Ultra Runner Eventos, trazendo o charme das estradas de terra de uma zona rural de Campinas, somadas com as difíceis subidas daquele terreno. Nos dois anos anteriores o clima favoreceu em partes, com chuva e baixa temperatura, favorecendo pela ausência do forte calor, prejudicando pela chuva que castigou as estradas de terra, dificultando a vida dos motoristas dos carros de apoio. A prova será no dia 16 de Março, com largada às 7 horas da manhã, tendo 15 horas para sua conclusão. Vários nomes estarão presentes nesse desafio, entre eles Oraldo Romualdo, atual Campeão, Agnaldo Sampaio, que esteve entre os três primeiros nas duas edições anteriores, Adão Miranda, atleta de várias conquistas nacionais, entre outros. Dentre os amigos Ultras, teremos Gecier Gomes, atleta experiente que vem focado pra prova, superando o desgaste da Brazil 135, realizada em Janeiro, treinado pra superar qualquer dificuldade e cruzar a linha de chegada. Vindo também de uma verdadeira guerra na Brazil 135 deste ano, Dicler Agostinetti soma a motivação pela mesma concluída em janeiro, com o desgaste físico proporcionado pelo esforço da prova, tendo cautela em seus treinos, na busca por uma corrida saudável sem perder a competitividade. Pedro Luiz Cianfarani, após servir como suporte na Brazil 135, se preparou para baixar seu tempo das 50 milhas de 2011, que foi 10 horas e 25 minutos, usando seus treinos na cidade de Socorro, que contém muitos morros similares aos da prova de Campinas, como estratégia pela busca de tal feito. José Antonio Parreira também estará presente, após ajudar Dicler como Pacer em Janeiro na Br, muito motivado em concluir mais uma ultramaratona, com sua perseverança e valentia de sempre. Boa sorte a todos os participantes da prova, que Jesus Cristo proteja a todos os presentes no evento, seja correndo, ajudando ou trabalhando na prova. Nos vemos lá! 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Brazil 135 Ultramarathon - Relato de Regina Gastaldo


A BR135 é uma ultramaratona (135 milhas, 215Km) que começa em São João da Boa Vista (SP) e termina em Paraisópolis (MG) quase divisa com São Paulo novamente. Este trajeto é parte do “Caminho da Fé” que termina em Aparecida do Norte, onde se encontra a enorme e famosa catedral.
Partimos na quinta-feira, dia 17 de janeiro. Eu, meus dois pacers (Agnaldo e Vanderley) além de meus cunhados (Paulo e Ana) que iriam ser minha equipe de apoio durante toda a prova. Participamos também de um almoço organizado pela prova, com a premiação do melhor ultramaratonista de 2012, que era o Agnaldo. Após tudo isso fomos para o hotel tentar descansar um pouco. Marcamos para às 19:00h um jantar com os componentes das duas outras equipes da Acrimet, que também iriam participar da prova, o Beto e o Dicler. A comida estava farta e deliciosa e todos nós comemos muito bem.
Tive uma noite bem dormida, acordando às 5:45h. Pontualmente às 6:00h estava tomando o café da manhã e até comi bastante. Voltei ao quarto para então me vestir e me encher de bloqueador solar pois o dia prometia ser bem quente. A largada era próxima do nosso hotel, então fomos caminhando até lá. Com todas as fotos tiradas, fiquei aguardando a largada com o Vanderley que iria começar a corrida comigo .Milagrosamente aquela ansiedade pré-prova quase não existia e lá fomos todos nós rumo a Águas da Prata, a primeira cidade 24Km adiante. Esta primeira etapa, boa parte se passava em um terreno difícil no meio de uma mata meio fechada e com alguma lama. Encontramos o único cadeirante da prova com bastante dificuldade em passar por este trecho. A partir daí comecei a ver que todo trajeto seria repleto de subidas e descidas intermináveis, lógico pois estávamos cruzando cidades localizadas na serra da Mantiqueira. A principio achei que iria só correr, bem devagar é claro, pois eram muitos kms a percorrer; mas fui percebendo que isso era impossível, dado o aclive e declive de alguns trechos, então acabei por aceitar ora andar ora correr. A paisagem de todo o percurso era lindíssima com direito até a um banho de cachoeira entre Aguas da Prata e Andradas. Comi até manga e banana colhidos pelo Vanderley na estrada. Começou a escurecer e o cansaço foi pegando e também o medo de cair, por não enxergar direito o caminho no escuro da noite, então decidi que a noite só andaria mesmo. Fizemos uma parada em uma pousada de apoio próxima de Barra, creio eu, aonde tomei um banho, comi um pouco de macarrão e descansei por um tempo,  para logo em seguida prosseguir noite adentro novamente. Lá pelas 2h da madrugada chegamos a uma cidade chamada Crisólia, todos dormindo, um silêncio só, quando avistamos duas mulheres em frente a uma casa que nos ofereceram um cafezinho quente. Se todos não tivessem tomado um gole, eu pensaria ter tido uma alucinação.
Lá pelas 6:00h da manhã, passamos por Ouro Fino, depois das fotos em frente da “Porteira com o Menino”, da célebre música, resolvi parar em uma pousadinha bem simpática. Tomei um belo banho, descansei na cama bem quentinha (coloquei 2 cobertores apesar do calor) por 1h. Levantei as 8:00h chamando todos em seus quartos para tomar café da manhã que estava uma delicia. Comi frutas, pão, queijo, leite com café, suco de laranja e um pão de queijo quentinho que só os mineiros sabem fazer.
Paramos novamente em Borda da Mata, aonde a Ana comprou um marmitex para o meu almoço. A partir deste ponto o trajeto foi ficando cada vez mais difícil e demorado para mim, até que em algum ponto entre Tocos do Moji e Estiva em uma descida bem acentuada eu não conseguia mais firmar minha perna direita no chão. Começou a escurecer novamente e nosso carro de apoio não estava por perto. Com a ajuda do Vanderley, improvisei um cajado para conseguir andar. Eu me sentia muito bem (Dr Décio a pressão estava ótima) mas, a musculatura das minhas pernas me avisaram que todas as subidas e descidas eram demais para elas. Encontramos o Mario no caminho e tiramos algumas fotos, logo após nosso carro de apoio e o Agnaldo me fez uma massagem com Biofenac, o que ajudou bastante. Resolvi então colocar as minhas botas de treking, pois as mesmas me dariam maior firmeza e segurança para caminhar do que o tênis de corrida. E lá fui eu novamente na companhia do cajado e do Vanderley a caminho de Estiva, cidade esta que nunca chegava. Depois de muito tempo encontramos dois moradores da região e perguntamos se a cidade estava longe e eles disseram: - Estiva, é logo ali. Esse logo ali nos valeu hora e meia de caminhada. Coisa de mineiro, né!!!  Pelas contas que fizemos pelo caminho, nós achávamos que faltavam uns 30Km para terminar a prova, mas quando, até que enfim, chegamos no posto de controle de Estiva, a moça que me atendeu disse: - Agora só falta uma maratona, 42Km.
Eu achava que ela estava brincando. Não estava. Era meia noite e pouco, teriam mais 8:00h para o término da prova e dai eu avaliei:
- Estou conseguindo andar somente me apoiando no cajado e no Vanderley (o que é proibido)
- Não vou conseguir chegar no prazo nem por milagre
- As minhas pernas já avisaram que era hora de parar
- O Luiz, meu marido, e a mana Maria, querem sair de SP para me esperar na chegada às 8:00h
- Todos trabalham na segunda feira
Bem, então só me restava parar. Só que o Agnaldo já estava lá pronto com as lanternas, para ir comigo neste último trecho e todos com cara de que eu deveria continuar. Só que no meu entender, correr é um ato de prazer com responsabilidade. Eu adoro correr. Esta corrida de 215Km em serra, foi muito para o que eu tinha treinado e eu tinha certeza absoluta que o melhor para mim seria parar naquele momento. E acho que quando a gente esta convicto no que faz os outros acabam aceitando e  foi o que aconteceu. É claro que todos ficaram tristes. Depois de meia hora decidimos voltar direto para SP, sujos, suados, cansados, meio tristes, mas felizes , especialmente Eu por ter corrido, andado, xingado, rido e me aventurado por caminhos tão lindos que a gente só percebe quando se corre de corpo e alma felizes.

Parte 2
Vale a pena lembrar da torcida dos que não foram, a mana Maria, o João, amigos e parentes. O Luiz, meu marido e amigo, que sempre me apoiou em minhas aventuras meio “diferentes”. Ao Luiz Filho que apesar de não falar das coisas que faço eu sinto o orgulho dele em falar o que faço para os outros. A Natália e o Helder, não preciso nem falar, porque algumas vezes já trilharam os mesmos caminhos que os meus.
Ainda dou risada ao lembrar dos “causos” do Vanderley que fizeram o tempo passar mais rápido. Da nossa amiga “cadelinha preta” que nos acompanhou desde Tocos do Moji até Estiva, ora choramingando quando se perdia de nós na escuridão da noite . De toda música ouvida por mim nos meus IPods gravadas pelo Helder, que em alguns momentos me lembravam do Aconcagua e me davam forças para correr novamente, quando já mal conseguia andar.
Dos encontros no trajeto com o Dicler, sempre com ânimo e alegria estampados em seu rosto, de quem tinha a certeza de que foi para completar, afora sua equipe, meus amigos, sempre com uma palavra de incentivo para mim. O esforço todo do Beto e sua turma para também completar a prova, depois de tantos contratempos.
Lembro do Agnaldo pegando um jornal velho e me fazendo uma caminha no chão da estrada para eu dormir. Desculpe, mas o chão era muito duro para meu corpo dolorido e a mantinha estava meio molhada. Era realmente uma situação hilária!!!
A Ana e o Paulo, sempre solícitos, cada vez que eu pensava em querer alguma coisa, lá estavam eles, fazendo, indo atras ou tirando toda a tralha do carro, porque o que eu queria, estava lá por último de tudo. No meu entender o pessoal de apoio é quem deveria ganhar um troféu.
Se volto para completar a prova? É claro, afinal fiquei sem conhecer a ultima perna do caminho
Mario, nos vemos no caminho!!!!!!
 Regina Gastaldo

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Brazil 135 Ultramarathon - 217 km na Serra da mantiqueira


Defendendo seu título de 2012 da Brazil 135 Ultramarathon, Eduardo Silvério Calixto entrou na prova de 2013 pensando em não ter adversários que não fossem as terríveis dificuldades que a própria prova já fornece. Num ritmo muito forte, deixou todos seus adversários diretos para trás, liderando de ponta a ponta, com o tempo de 25 horas e 36 minutos, tornando-se ao lado de Adilson Ligeirinho mais um bi-campeão da prova mais dura em solo nacional. Após muito tempo, veio o segundo colocado, Reinaldo Tubarão Basseti, com 30 horas e 23 minutos, seguido por José Raimundo Barbosa, com o tempo de 31 horas e 38 minutos, na terceira colocação. A primeira mulher a concluir a prova foi Debora Simas, com o tempo de 32 horas e 50 minutos, quinta colocada no geral. Fazendo muito calor, o que fez a diferença foi a estratégia e o cuidado com a hidratação. Enquanto estava claro, em todos os dias, fez muito sol, sem uma nuvenzinha no céu, tornando o que já seria difícil em desafio extremo para aqueles que ali estavam. Dicler Agostinett, após dois anos batendo na trave, abandonando em ambas ocasiões, vendo o forte calor que fazia, resolveu mudar a estratégia e administrar o desgaste desde cedo, fazendo paradas para descanso, percorrendo os 217 km em pleno equilíbrio, sem correr muitos riscos. Após 47 horas e 29 minutos, Dicler emocionou a todos que estavam presentes, concluindo sua prova, com seu sorriso benevolente no rosto, botando sua assinatura na Brazil 135 Ultramarathon, entre os guerreiros que já passaram naquele solo. Já Regina Gastaldo, após fazer uma excelente prova, superando todos os obstáculos existentes, não suportou o forte desgaste de tantas horas em luta, abandonando a prova na cidade de Estiva, com quase 180 km rodados, mas deixando registrada sua luta durante todo tempo que esteve na corrida. Gecier Gomes, após um belo início, sofreu com a alta temperatura, tendo alguns problemas renais no decorrer das horas, custando sua continuidade na corrida. Após muita conversa com seu treinador, Gecier resolveu abandonar a Br 135, poupando sua saúde, que é prioridade na vida de um atleta. Já este que escreve, me descuidei no início dos princípios básicos de uma prova de longa distância, que é a suplementação e hidratação, pagando muito caro por isso. Minha participação relatarei a parte, mas deixo aqui registrado, que mesmo errando e pagando caro pelos meus erros, levantei todas as vezes que fui derrubado, ressurgindo das cinzas inúmeras vezes, terminando a prova alguns segundos após as 48 horas. De certa forma, não consegui o que queria, que era concluir bem a Br 135 e estar entre os primeiros, mas consegui provar pra mim mesmo que sempre é possível continuar e reverter problemas. Parabés a todos, que de certa forma fizeram parte dessa história. Até a próxima aventura!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Brazil 135 Ultramarathon - Está Chegando !!!


Após o início de mais uma jornada, mais um ano que ingressamos, aproxima-se também uma das provas mais esperadas e temidas do calendário de ultramaratonas no território brasileiro, a Brazil 135 Ultramarathon, que será realizada nos dias 18, 19 e 20 de Janeiro, com largada em São João da Boa vista e chegada em Paraisópolis. Teremos duas provas na categoria solo dentro do evento, 48 horas e 60 horas de limites, além dos revezamentos de duplas e quartetos, que dão ritmo na prova. Esse ano, escrevo este texto com posição diferente dos anos anteriores, pois antes escrevi como atleta pacer, que acompanhava o atleta inscrito na prova, ajudando duas vezes meu irmão Pedro Luiz Cianfarani e uma vez o grande amigo Dicler Agostinetti. Juntando-se a mim, as irmãs Regina Gastaldo e Maria Helena Gastaldo também farão sua estréia na prova mais dura em solo brasileiro, na categoria solo. Dando um toque de experiência, Dicler Agostinetti vai participar pela terceira vez do desafio em busca dos 217 km, usando toda sua experiência e conhecimento do trajeto a seu favor. Após alguns anos de preparo, finalmente vou me aventurar na busca da conclusão da prova, fortalecendo nesse tempo todo, alem do corpo minha mente, peça fundamental pra encarar os desafios que a br nos impõe, com subidas arrasadoras nos intermináveis 217 km de belíssima paisagem. O treino nesses últimos meses foi intenso, com ênfase na musculação, deixando a musculatura preparada para o que enfrentarei na corrida, somados com treinos duríssimos de muitas subidas, em várias sessões no mesmo dia. O trabalho mental está sendo o mesmo que meu irmão Pedro Luiz fez em sua última participação em 2012, imaginando todo trajeto, com sua devidas dificuldades que sei que vou encontrar, sabendo que pra vencer tal percurso vou ter de suportar muita dor e variados desgastes, durante todo tempo. A organização da equipe de apoio já está em fase final, contando com o auxílio em meu carro de apoio de Rogério Astolpho Perez, Aroldo Costa Neto, Daniel Fantini, alem de toda experiência de meu irmão, Pedro Luiz Cianfarani, que vai correr comigo em boa parte da prova. Já Dicler Agostinetti, vem se preparando bem pra prova, após uma boa participação nas 24 horas de Campinas, em Novembro de 2012, alem dos seus inúmeros treinos, todos eles voltados pra Br, levando a seu favor as duas oportunidades que participou da prova, lhe dando bagagem pra driblar as adversidades. Ele terá em seu carro de apoio José Antonio Parreira, Caio de Castro e Shimpey Sunaga, todos dispostos a dar o sangue em prol do desempenho de Dicler, auxiliando em todos os momentos. Assim nos preparamos pra mais uma duríssima aventura, com ou sem experiência, mas todos determinados de levar nossos corpos ao extremo do extremo, superando todos os obstáculos que possa aparecer...Nos vemos na prova!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Calendário de Ultramaratonas 2013


*  18,19 e 20 de Janeiro - Brazil 135 Ultramarathon - São Paulo - Minas
*  16 de Março - 50 milhas Decatlon Ultra Runner 1ª etapa - Campinas
*  27 de Abril - 100 km da Praia Grande Ultra Runner - Praia Grande
*  18 de Maio - 75 km Bertioga-Maresias 1ª etapa - Litoral Norte de SP
*  7, 8 e 9 de Junho - Ultramaratona dos Anjos  235 km - Minas Gerais
*  20 de Julho -  50 milhas Ultra Runner 2ª etapa - Poços de Caldas
*  17 de Agosto - 24 horas "No Limit" Ultra Runner Praia Grande - P. Grande
*  ?? de Setembro - 50 milhas Ultra Runner 3ª etapa - Brotas
*  19 de Outubro - 12 horas Day Nigth Ultra Runner - Valinhos
*  19 de Outubro - 75 km Bertioga - Maresias  2ª etapa - Litoral N. de SP
*  23 e 24 de Novembro - 24 horas de Campinas Ultra Runner - Campinas
*  Sem data definida -  Ultramaratona 24 horas de Fuzileiros Navais - RJ

Amigos Ultramaratonistas mandem datas de provas que irão fazer para divulgarmos em nosso calendário.



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

3ª ULTRAMARATHON 24hs RUN - Campinas 2012


Em todos textos que já escrevi relatando nossas provas, na maioria das vezes, enfatizei o forte calor como principal potencializador das dificuldades das nossas ultramaratonas, porém, descrevo desta vez que foi a chuva a principal vilã na 3ª edição das 24 horas de Campinas, realizada nos dias 24 e 25 de Novembro, na Lagoa do Taquaral. A temperatura começou agradável, mas logo nos primeiros minutos já tivemos a primeira pancada de chuva, que durou apenas alguns minutos, dando espaço para o sol, que não castigou muito, encoberto pelas inúmeras nuvens. A briga pela vitória foi intensa, onde vários atletas buscaram desde o início a liderança. Dentre eles, Oraldo Romualdo foi o que mais esteve em primeiro nas primeiras horas. Quando aproximou-se da 12ª hora, caiu uma forte chuva, que mexeu diretamente no andamento da classificação. Com a chuva, teve uma diminuição drástica na sensação térmica da temperatura, afetando aqueles que enfrentavam a mesma. No fim das contas, a vitória ficou mais uma vez com Ivan do Espírito Santo, vencedor da edição de 2010, que não deixou seu ritmo de prova cair, vencendo com 209 km nas 24 horas. No feminino, a vitória ficou com Gildiane Souza Heusner, que rodou 188 km, ocupando o lugar mais alto entre as mulheres. Entre os participantes da equipe Acrimet, Vanderley Pereira abandonou por problemas físicos e Agnaldo Sampaio por indisposições físicas, deixando a briga pela vitória mais reduzida. Regina Gastaldo e Maria Helena Gastaldo também estiveram presentes, percorrendo 106 km e 57 km, respectivamente, rendendo o 3º lugar na categoria para Regina. O excelentíssimo atleta, contador de parábolas, José Antonio Parreira, mesmo sem uma preparação adequada, enfrentou as 24 horas e percorreu 103 km, um incentivo para esse atleta que é exemplo de determinação em suas provas. Já Dicler Agostinetti teve uma boa participação, permanecendo por quase todo tempo na pista, terminando em 3º em sua categoria, rodando 141 km, o melhor da equipe Acrimet. Sofrendo com a forte poeira decorrente a areia do chão da pista, Pedro Luiz Cianfarani sofreu com problemas pulmonares, sendo intensificado ainda mais com a forte chuva que caiu, interrompendo sua prova com a chegada da mesma, rodando as últimas 3 horas, finalizando com 98 km rodados. Já minha prova(Beto Cianfarani) foi marcada por inúmeros problemas, estomacais, intestinais e o principal, assaduras na virilha, que foram prejudicadas ainda mais com a chegada da chuva, ausentando me 9 horas da prova. No fim das contas, percorri 130 km, terminando em 5º na categoria. Obrigado a todos que estiveram em mais este desafio e um obrigado especial ao casal Ana Ramos e Paulo que nos deram suporte nas 24 horas ... bom fim de ano a todos e nos vemos na Brazil 135 Ultramarathon 2013!