quinta-feira, 21 de março de 2013
Ultradesafio 50 milhas - Campinas
segunda-feira, 4 de março de 2013
50 Milhas Decathlon de Campinas 2013 - Certeza de fortes emoções!
Aproximando-se de mais um
desafio, este que tanto gosto, prova principal de meu calendário, às 50 milhas
Decatlon de Campinas chega como uma das primeiras provas do ano, organizada
pela Ultra Runner Eventos, trazendo o charme das estradas de terra de uma zona
rural de Campinas, somadas com as difíceis subidas daquele terreno. Nos dois
anos anteriores o clima favoreceu em partes, com chuva e baixa temperatura,
favorecendo pela ausência do forte calor, prejudicando pela chuva que castigou
as estradas de terra, dificultando a vida dos motoristas dos carros de apoio. A
prova será no dia 16 de Março, com largada às 7 horas da manhã, tendo 15 horas
para sua conclusão. Vários nomes estarão presentes nesse desafio, entre eles
Oraldo Romualdo, atual Campeão, Agnaldo Sampaio, que esteve entre os três
primeiros nas duas edições anteriores, Adão Miranda, atleta de várias
conquistas nacionais, entre outros. Dentre os amigos Ultras, teremos Gecier
Gomes, atleta experiente que vem focado pra prova, superando o desgaste da
Brazil 135, realizada em Janeiro, treinado pra superar qualquer dificuldade e
cruzar a linha de chegada. Vindo também de uma verdadeira guerra na Brazil 135
deste ano, Dicler Agostinetti soma a motivação pela mesma concluída em janeiro,
com o desgaste físico proporcionado pelo esforço da prova, tendo cautela em
seus treinos, na busca por uma corrida saudável sem perder a competitividade.
Pedro Luiz Cianfarani, após servir como suporte na Brazil 135, se preparou para
baixar seu tempo das 50 milhas de 2011, que foi 10 horas e 25 minutos, usando
seus treinos na cidade de Socorro, que contém muitos morros similares aos da
prova de Campinas, como estratégia pela busca de tal feito. José Antonio
Parreira também estará presente, após ajudar Dicler como Pacer em Janeiro na
Br, muito motivado em concluir mais uma ultramaratona, com sua perseverança e
valentia de sempre. Boa sorte a todos os participantes da prova, que Jesus
Cristo proteja a todos os presentes no evento, seja correndo, ajudando ou
trabalhando na prova. Nos vemos lá!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Brazil 135 Ultramarathon - Relato de Regina Gastaldo
A BR135 é uma
ultramaratona (135 milhas ,
215Km) que começa em São João da Boa Vista (SP) e termina em Paraisópolis (MG )
quase divisa com São Paulo novamente. Este trajeto é parte do “Caminho da Fé”
que termina em
Aparecida do Norte , onde se encontra a enorme e famosa
catedral.
Partimos na
quinta-feira, dia 17 de janeiro. Eu, meus dois pacers (Agnaldo e Vanderley)
além de meus cunhados (Paulo e Ana) que iriam ser minha equipe de apoio durante
toda a prova. Participamos também de um almoço organizado pela prova, com a
premiação do melhor ultramaratonista de 2012, que era o Agnaldo. Após tudo isso
fomos para o hotel tentar descansar um pouco. Marcamos para às 19:00h um jantar
com os componentes das duas outras equipes da Acrimet, que também iriam
participar da prova, o Beto e o Dicler. A comida estava farta e deliciosa e
todos nós comemos muito bem.
Tive uma noite bem
dormida, acordando às 5:45h. Pontualmente às 6:00h estava tomando o café da
manhã e até comi bastante. Voltei ao quarto para então me vestir e me encher de
bloqueador solar pois o dia prometia ser bem quente. A largada era próxima do
nosso hotel, então fomos caminhando até lá. Com todas as fotos tiradas, fiquei
aguardando a largada com o Vanderley que iria começar a corrida comigo .Milagrosamente
aquela ansiedade pré-prova quase não existia e lá fomos todos nós rumo a Águas
da Prata, a primeira cidade 24Km adiante. Esta primeira etapa, boa parte se passava
em um terreno difícil no meio de uma mata meio fechada e com alguma lama.
Encontramos o único cadeirante da prova com bastante dificuldade em passar por
este trecho. A partir daí comecei a ver que todo trajeto seria repleto de
subidas e descidas intermináveis, lógico pois estávamos cruzando cidades
localizadas na serra da Mantiqueira. A principio achei que iria só correr, bem
devagar é claro, pois eram muitos kms a percorrer; mas fui percebendo que isso
era impossível, dado o aclive e declive de alguns trechos, então acabei por
aceitar ora andar ora correr. A paisagem de todo o percurso era lindíssima com
direito até a um banho de cachoeira entre Aguas da Prata e Andradas. Comi até
manga e banana colhidos pelo Vanderley na estrada. Começou a escurecer e o
cansaço foi pegando e também o medo de cair, por não enxergar direito o caminho
no escuro da noite, então decidi que a noite só andaria mesmo. Fizemos uma
parada em uma pousada de apoio próxima de Barra, creio eu, aonde tomei um
banho, comi um pouco de macarrão e descansei por um tempo, para logo em seguida prosseguir noite adentro
novamente. Lá pelas 2h da madrugada chegamos a uma cidade chamada Crisólia,
todos dormindo, um silêncio só, quando avistamos duas mulheres em frente a uma
casa que nos ofereceram um cafezinho quente. Se todos não tivessem tomado um
gole, eu pensaria ter tido uma alucinação.
Lá pelas 6:00h da
manhã, passamos por Ouro Fino, depois das fotos em frente da “Porteira com o
Menino”, da célebre música, resolvi parar em uma pousadinha bem simpática.
Tomei um belo banho, descansei na cama bem quentinha (coloquei 2 cobertores
apesar do calor) por 1h. Levantei as 8:00h chamando todos em seus quartos para
tomar café da manhã que estava uma delicia. Comi frutas, pão, queijo, leite com
café, suco de laranja e um pão de queijo quentinho que só os mineiros sabem
fazer.
Paramos novamente em Borda da Mata , aonde
a Ana comprou um marmitex para o meu almoço. A partir deste ponto o trajeto foi
ficando cada vez mais difícil e demorado para mim, até que em algum ponto entre
Tocos do Moji e Estiva em uma descida bem acentuada eu não conseguia mais firmar
minha perna direita no chão. Começou a escurecer novamente e nosso carro de
apoio não estava por perto. Com a ajuda do Vanderley, improvisei um cajado para
conseguir andar. Eu me sentia muito bem (Dr Décio a pressão estava ótima) mas,
a musculatura das minhas pernas me avisaram que todas as subidas e descidas
eram demais para elas. Encontramos o Mario no caminho e tiramos algumas fotos,
logo após nosso carro de apoio e o Agnaldo me fez uma massagem com Biofenac, o
que ajudou bastante. Resolvi então colocar as minhas botas de treking, pois as
mesmas me dariam maior firmeza e segurança para caminhar do que o tênis de
corrida. E lá fui eu novamente na companhia do cajado e do Vanderley a caminho
de Estiva, cidade esta que nunca chegava. Depois de muito tempo encontramos
dois moradores da região e perguntamos se a cidade estava longe e eles
disseram: - Estiva, é logo ali. Esse logo ali nos valeu hora e meia de
caminhada. Coisa de mineiro, né!!! Pelas
contas que fizemos pelo caminho, nós achávamos que faltavam uns 30Km para
terminar a prova, mas quando, até que enfim, chegamos no posto de controle de
Estiva, a moça que me atendeu disse: - Agora só falta uma maratona, 42Km.
Eu achava que ela
estava brincando. Não estava. Era meia noite e pouco, teriam mais 8:00h para o
término da prova e dai eu avaliei:
- Estou conseguindo
andar somente me apoiando no cajado e no Vanderley (o que é proibido)
- Não vou conseguir
chegar no prazo nem por milagre
- As minhas pernas já
avisaram que era hora de parar
- O Luiz, meu marido,
e a mana Maria, querem sair de SP para me esperar na chegada às 8:00h
- Todos trabalham na
segunda feira
Bem, então só me
restava parar. Só que o Agnaldo já estava lá pronto com as lanternas, para ir
comigo neste último trecho e todos com cara de que eu deveria continuar. Só que
no meu entender, correr é um ato de prazer com responsabilidade. Eu adoro
correr. Esta corrida de 215Km em serra, foi muito para o que eu tinha treinado
e eu tinha certeza absoluta que o melhor para mim seria parar naquele momento.
E acho que quando a gente esta convicto no que faz os outros acabam aceitando
e foi o que aconteceu. É claro que todos
ficaram tristes. Depois de meia hora decidimos voltar direto para SP, sujos,
suados, cansados, meio tristes, mas felizes , especialmente Eu por ter corrido,
andado, xingado, rido e me aventurado por caminhos tão lindos que a gente só
percebe quando se corre de corpo e alma felizes.
Parte 2
Vale a pena lembrar
da torcida dos que não foram, a mana Maria, o João, amigos e parentes. O Luiz,
meu marido e amigo, que sempre me apoiou em minhas aventuras meio “diferentes”.
Ao Luiz Filho que apesar de não falar das coisas que faço eu sinto o orgulho
dele em falar o que faço para os outros. A Natália e o Helder, não preciso nem
falar, porque algumas vezes já trilharam os mesmos caminhos que os meus.
Ainda dou risada ao
lembrar dos “causos” do Vanderley que fizeram o tempo passar mais rápido. Da
nossa amiga “cadelinha preta” que nos acompanhou desde Tocos do Moji até
Estiva, ora choramingando quando se perdia de nós na escuridão da noite . De
toda música ouvida por mim nos meus IPods gravadas pelo
Helder, que em alguns momentos me lembravam do Aconcagua e me davam forças para
correr novamente, quando já mal conseguia andar.
Dos encontros no
trajeto com o Dicler, sempre com ânimo e alegria estampados em seu rosto, de
quem tinha a certeza de que foi para completar, afora sua equipe, meus amigos,
sempre com uma palavra de incentivo para mim. O esforço todo do Beto e sua
turma para também completar a prova, depois de tantos contratempos.
Lembro do Agnaldo
pegando um jornal velho e me fazendo uma caminha no chão da estrada para eu
dormir. Desculpe, mas o chão era muito duro para meu corpo dolorido e a
mantinha estava meio molhada. Era realmente uma situação hilária!!!
A Ana e o Paulo,
sempre solícitos, cada vez que eu pensava em querer alguma coisa, lá estavam
eles, fazendo, indo atras ou tirando toda a tralha do carro, porque o que eu
queria, estava lá por último de tudo. No meu entender o pessoal de apoio é quem
deveria ganhar um troféu.
Se volto para
completar a prova? É claro, afinal fiquei sem conhecer a ultima perna do
caminho
Mario, nos vemos no
caminho!!!!!!
Regina Gastaldo
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Brazil 135 Ultramarathon - 217 km na Serra da mantiqueira
Defendendo seu título de 2012 da
Brazil 135 Ultramarathon, Eduardo Silvério Calixto entrou na prova de 2013
pensando em não ter adversários que não fossem as terríveis dificuldades que a
própria prova já fornece. Num ritmo muito forte, deixou todos seus adversários
diretos para trás, liderando de ponta a ponta, com o tempo de 25 horas e 36
minutos, tornando-se ao lado de Adilson Ligeirinho mais um bi-campeão da prova
mais dura em solo nacional. Após muito tempo, veio o segundo colocado, Reinaldo
Tubarão Basseti, com 30 horas e 23 minutos, seguido por José Raimundo Barbosa,
com o tempo de 31 horas e 38 minutos, na terceira colocação. A primeira mulher
a concluir a prova foi Debora Simas, com o tempo de 32 horas e 50 minutos,
quinta colocada no geral. Fazendo muito calor, o que fez a diferença foi a
estratégia e o cuidado com a hidratação. Enquanto estava claro, em todos os
dias, fez muito sol, sem uma nuvenzinha no céu, tornando o que já seria difícil
em desafio extremo para aqueles que ali estavam. Dicler Agostinett, após dois
anos batendo na trave, abandonando em ambas ocasiões, vendo o forte calor que
fazia, resolveu mudar a estratégia e administrar o desgaste desde cedo, fazendo
paradas para descanso, percorrendo os 217 km em pleno equilíbrio, sem correr muitos
riscos. Após 47 horas e 29 minutos, Dicler emocionou a todos que estavam
presentes, concluindo sua prova, com seu sorriso benevolente no rosto, botando
sua assinatura na Brazil 135 Ultramarathon, entre os guerreiros que já passaram
naquele solo. Já Regina Gastaldo, após fazer uma excelente prova, superando
todos os obstáculos existentes, não suportou o forte desgaste de tantas horas
em luta, abandonando a prova na cidade de Estiva, com quase 180 km rodados, mas
deixando registrada sua luta durante todo tempo que esteve na corrida. Gecier
Gomes, após um belo início, sofreu com a alta temperatura, tendo alguns
problemas renais no decorrer das horas, custando sua continuidade na corrida.
Após muita conversa com seu treinador, Gecier resolveu abandonar a Br 135,
poupando sua saúde, que é prioridade na vida de um atleta. Já este que escreve,
me descuidei no início dos princípios básicos de uma prova de longa distância,
que é a suplementação e hidratação, pagando muito caro por isso. Minha
participação relatarei a parte, mas deixo aqui registrado, que mesmo errando e
pagando caro pelos meus erros, levantei todas as vezes que fui derrubado,
ressurgindo das cinzas inúmeras vezes, terminando a prova alguns segundos após
as 48 horas. De certa forma, não consegui o que queria, que era concluir bem a
Br 135 e estar entre os primeiros, mas consegui provar pra mim mesmo que sempre
é possível continuar e reverter problemas. Parabés a todos, que de certa forma
fizeram parte dessa história. Até a próxima aventura!
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Brazil 135 Ultramarathon - Está Chegando !!!
Após o início de mais uma
jornada, mais um ano que ingressamos, aproxima-se também uma das provas mais
esperadas e temidas do calendário de ultramaratonas no território brasileiro, a
Brazil 135 Ultramarathon, que será realizada nos dias 18, 19 e 20 de Janeiro,
com largada em São João da Boa vista e chegada em Paraisópolis. Teremos duas
provas na categoria solo dentro do evento, 48 horas e 60 horas de limites, além
dos revezamentos de duplas e quartetos, que dão ritmo na prova. Esse ano,
escrevo este texto com posição diferente dos anos anteriores, pois antes
escrevi como atleta pacer, que acompanhava o atleta inscrito na prova, ajudando
duas vezes meu irmão Pedro Luiz Cianfarani e uma vez o grande amigo Dicler
Agostinetti. Juntando-se a mim, as irmãs Regina Gastaldo e Maria Helena
Gastaldo também farão sua estréia na prova mais dura em solo brasileiro, na
categoria solo. Dando um toque de experiência, Dicler Agostinetti vai
participar pela terceira vez do desafio em busca dos 217 km, usando toda sua
experiência e conhecimento do trajeto a seu favor. Após alguns anos de preparo,
finalmente vou me aventurar na busca da conclusão da prova, fortalecendo nesse
tempo todo, alem do corpo minha mente, peça fundamental pra encarar os desafios
que a br nos impõe, com subidas arrasadoras nos intermináveis 217 km de
belíssima paisagem. O treino nesses últimos meses foi intenso, com ênfase na
musculação, deixando a musculatura preparada para o que enfrentarei na corrida,
somados com treinos duríssimos de muitas subidas, em várias sessões no mesmo
dia. O trabalho mental está sendo o mesmo que meu irmão Pedro Luiz fez em sua
última participação em 2012, imaginando todo trajeto, com sua devidas
dificuldades que sei que vou encontrar, sabendo que pra vencer tal percurso vou
ter de suportar muita dor e variados desgastes, durante todo tempo. A
organização da equipe de apoio já está em fase final, contando com o auxílio em
meu carro de apoio de Rogério Astolpho Perez, Aroldo Costa Neto, Daniel
Fantini, alem de toda experiência de meu irmão, Pedro Luiz Cianfarani, que vai
correr comigo em boa parte da prova. Já Dicler Agostinetti, vem se preparando
bem pra prova, após uma boa participação nas 24 horas de Campinas, em Novembro
de 2012, alem dos seus inúmeros treinos, todos eles voltados pra Br, levando a
seu favor as duas oportunidades que participou da prova, lhe dando bagagem pra
driblar as adversidades. Ele terá em seu carro de apoio José Antonio Parreira,
Caio de Castro e Shimpey Sunaga, todos dispostos a dar o sangue em prol do desempenho
de Dicler, auxiliando em todos os momentos. Assim nos preparamos pra mais uma
duríssima aventura, com ou sem experiência, mas todos determinados de levar
nossos corpos ao extremo do extremo, superando todos os obstáculos que possa
aparecer...Nos vemos na prova!quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Calendário de Ultramaratonas 2013
* 18,19 e 20 de Janeiro - Brazil
135 Ultramarathon - São Paulo - Minas
* 16 de Março - 50 milhas
Decatlon Ultra Runner 1ª etapa - Campinas
* 27 de Abril - 100 km da Praia
Grande Ultra Runner - Praia Grande
* 18 de Maio - 75 km
Bertioga-Maresias 1ª etapa - Litoral Norte de SP
* 7, 8 e 9 de Junho -
Ultramaratona dos Anjos 235 km - Minas Gerais
* 20 de Julho - 50 milhas Ultra Runner 2ª etapa - Poços de Caldas
* 17 de Agosto - 24 horas
"No Limit" Ultra Runner Praia Grande - P. Grande
* ?? de Setembro - 50 milhas
Ultra Runner 3ª etapa - Brotas
* 19 de Outubro - 12 horas Day
Nigth Ultra Runner - Valinhos
* 19 de Outubro - 75 km Bertioga
- Maresias 2ª etapa - Litoral N. de SP
* 23 e 24 de Novembro - 24 horas de Campinas Ultra Runner - Campinas
* Sem data definida - Ultramaratona
24 horas de Fuzileiros Navais - RJ
Amigos Ultramaratonistas mandem datas de provas que irão fazer para divulgarmos em nosso calendário.
Amigos Ultramaratonistas mandem datas de provas que irão fazer para divulgarmos em nosso calendário.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
3ª ULTRAMARATHON 24hs RUN - Campinas 2012
Em todos textos que já escrevi
relatando nossas provas, na maioria das vezes, enfatizei o forte calor como
principal potencializador das dificuldades das nossas ultramaratonas, porém,
descrevo desta vez que foi a chuva a principal vilã na 3ª edição das 24 horas
de Campinas, realizada nos dias 24 e 25 de Novembro, na Lagoa do Taquaral. A
temperatura começou agradável, mas logo nos primeiros minutos já tivemos a
primeira pancada de chuva, que durou apenas alguns minutos, dando espaço para o
sol, que não castigou muito, encoberto pelas inúmeras nuvens. A briga pela
vitória foi intensa, onde vários atletas buscaram desde o início a liderança.
Dentre eles, Oraldo Romualdo foi o que mais esteve em primeiro nas primeiras
horas. Quando aproximou-se da 12ª hora, caiu uma forte chuva, que mexeu
diretamente no andamento da classificação. Com a chuva, teve uma diminuição
drástica na sensação térmica da temperatura, afetando aqueles que enfrentavam a
mesma. No fim das contas, a vitória ficou mais uma vez com Ivan do Espírito
Santo, vencedor da edição de 2010, que não deixou seu ritmo de prova cair,
vencendo com 209 km nas 24 horas. No feminino, a vitória ficou com Gildiane
Souza Heusner, que rodou 188 km, ocupando o lugar mais alto entre as mulheres.
Entre os participantes da equipe Acrimet, Vanderley Pereira abandonou por
problemas físicos e Agnaldo Sampaio por indisposições físicas, deixando a briga
pela vitória mais reduzida. Regina Gastaldo e Maria Helena Gastaldo também
estiveram presentes, percorrendo 106 km e 57 km, respectivamente, rendendo o 3º
lugar na categoria para Regina. O excelentíssimo atleta, contador de parábolas,
José Antonio Parreira, mesmo sem uma preparação adequada, enfrentou as 24 horas
e percorreu 103 km, um incentivo para esse atleta que é exemplo de determinação
em suas provas. Já Dicler Agostinetti teve uma boa participação, permanecendo
por quase todo tempo na pista, terminando em 3º em sua categoria, rodando 141
km, o melhor da equipe Acrimet. Sofrendo com a forte poeira decorrente a areia
do chão da pista, Pedro Luiz Cianfarani sofreu com problemas pulmonares, sendo
intensificado ainda mais com a forte chuva que caiu, interrompendo sua prova
com a chegada da mesma, rodando as últimas 3 horas, finalizando com 98 km
rodados. Já minha prova(Beto Cianfarani) foi marcada por inúmeros problemas,
estomacais, intestinais e o principal, assaduras na virilha, que foram
prejudicadas ainda mais com a chegada da chuva, ausentando me 9 horas da prova.
No fim das contas, percorri 130 km, terminando em 5º na categoria. Obrigado a
todos que estiveram em mais este desafio e um obrigado especial ao casal Ana
Ramos e Paulo que nos deram suporte nas 24 horas ... bom fim de ano a todos e
nos vemos na Brazil 135 Ultramarathon 2013!
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